Investigação

PF abre inquérito para apurar movimentação de R$ 9 milhões da JBS para Wassef

A investigação se baseia no documento de inteligência do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) de julho deste ano.

A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar movimentações financeiras de Frederick Wassef, ex-advogado da família Bolsonaro. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

A investigação se baseia no documento de inteligência do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) de julho deste ano, o qual aponta pagamentos de R$ 9 milhões da JBS para Wassef.

Segundo o relatório do Coaf, há informações bancárias envolvendo o advogado, bem como seu escritório e uma empresa a qual é vinculado. O documento foi produzido um mês após Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), ser preso em um imóvel de Wassef, em Atibaia (SP).

O pagamento de R$ 9 milhões foi realizado no período de 2015 a 2019. Na época, Wassef ainda era advogado de Flávio e de Jair Bolsonaro.

No mês passado, Wassef e mais três advogados viraram réus por suspeita de lavagem de dinheiro em esquema de desvio de R$ 4,6 milhões  das seções fluminenses do Sesc (Serviço Social do Comércio), do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) e da Fecomércio (Federação do Comércio).

Em manifestação por meio de nota, Wassef  que “estão criminalizando a advocacia no Brasil”, que nunca teve relação comercial com a Fecomércio e que nunca negociou com eles. Segundo Wassef, a denúncia é baseada em “absolutamente nada” contra ele.

Leia trecho da nota 

Estão criminalizando a advocacia no Brasil. Eu não tenho e nunca tive qualquer relação comercial com a FECOMERCIO, não fui contratado por eles, não recebi um único centavo desta entidade e jamais negociei com eles. Fui contratado e prestei serviços advocatícios a um renomado escritório de advocacia criminal de São Paulo, em que a dona é uma famosa procuradora do Ministério Público de São Paulo, conhecida por ter dedicado toda sua vida e carreira a instituição Ministério Público e o combate ao crime, tratando-se de pessoa pública, íntegra, proba e de idoneidade inquestionável.

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