MPSP

Fundador do MBL e suposto ‘doador’ do movimento são denunciados

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou Renan dos Santos, Alessander Monaco Ferreira, Nourival Pantano Junior e ex-representantes da Fipe por suposto envolvimento em um esquema de tráfico de influência.

Renan Antônio Ferreira dos Santos, um dos líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), Alessander Monaco Ferreira, suposto doador do movimento, e Nourival Pantano Junior, ex-diretor presidente da Imprensa Oficial do Estado (IMESP), foram denunciados no último dia 22 de outubro pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por supostas participações em um esquema de tráfico de influência, dispensa e fraude em licitação e corrupção passiva.

Na denúncia, o promotor Marcelo Batlouni aponta as relações entre os denunciados. Foram denunciados também os ex-representantes da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) Carlos Antônio Luque e José Ernesto Lima Gonçalves.

Segundo consta na denúncia, o suposto ‘doador’ do MBL “coligou-se” com o movimento, sendo que Renan Antonio Ferreira dos Santos , através de tráfico de influência política, conseguiram a contratação, pelo seu presidente Nourival Pantano Jr, de Alessander Monaco Ferreira na IMESP; em cargo comissionado – sem concurso público”.

Ao começar a trabalhar na IMESP, Alessander Monaco Ferreira: “realizou doações via superchat para o MBL, de valores correspondentes ao seu salário daquela função pública, como forma de retribuir o ‘favor’ correspondente àquela contratação na IMESP; e trabalhou no sentido de articular fraudes em licitações e contratações de empresas através de dispensa e inexigibilidade de licitações”, diz o documento.

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Ainda segundo a denúncia, uma das contratações fraudulentas supostamente articuladas por Alessander, “corresponde à contratação da Fipe, através de dispensa de licitação”. Segundo a Promotoria, a Fipe, por sua vez, havia contratado a empresa de Alessander “pagando-lhe valores milionários por consultorias”.

“Essa contratação criminosa da Fipe pela IMESP corresponde a: devolução/retribuição do favor – por ter sido a Monaco Intelligent contratada – por valores milionários – pela própria Fipe; pagamento de propina em valores espécie da Fipe para Alessander Monaco Ferreira – como retribuição daquela contratação através da dispensa de licitação: IMESP – Fipe”, informa o documento.

O fundador do MBL comentou sobre a denúncia e disse que ficou “chocado que uma denúncia seja oferecida contra mim simplesmente por que sou ‘famoso’ ou ‘influente’. Coisa que nem sou, pra falar verdade”.

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