Cobranças

PT irá questionar candidatos que não estão defendendo Lula nas campanhas

Uma subcomissão do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE), encabeçada pelo deputado José Guimarães (PT-CE) e pela presidente do partido, Gleisi Hoffmann, irá questionar os candidatos às prefeituras das capitais brasileiras.

Os candidatos às prefeituras das capitais brasileiras pelo Partido dos Trabalhadores (PT) que não estão usando as campanhas para defender o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva serão questionados pela direção nacional da sigla.

O monitoramento das campanhas será realizado por uma subcomissão do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE), encabeçada pelo deputado José Guimarães (PT-CE) e pela presidente do partido, Gleisi Hoffmann.

“Existe uma subcomissão do GTE que tem se reunido com os candidatos das capitais discutindo a importância de levar para os programas o legado do partido, de fazer o enfrentamento com o governo Bolsonaro, fazer a defesa do presidente Lula e informar à população brasileira o estado real da crise pela qual estamos passando”, disse a secretária nacional de Finanças do partido, Gleide Andrade.

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Críticas à Marília Arraes

No dia 15 de outubro, o ex-presidente do Partido dos Trabalhadores no Recife, Oscar Barreto, anunciou que decidiu deixar a Secretaria Municipal de Saneamento para cumprir uma determinação do diretório nacional do PT e fez várias críticas à candidatura de Marília Arraes.

“Nós estamos saindo do governo para cobrar à candidata do PT, que é candidata do PT há mais de oito meses e não cumpriu com a decisão do Partido dos Trabalhadores, com a resolução do partido. Ela não colocou na sua agenda a boa política”, disse.

Segundo o ex-secretário, ele sai da Prefeitura do Recife para “cumprir o legado do PT que ela [Marília Arraes] não defende. Defender o companheiro Lula. Defender o fora Bolsonaro que ela não defende”, acrescentou. Na avaliação dele, a candidata “não é do PT porque ela não está defendendo o PT”.

Oscar Barreto ainda disse que não irá “dar trégua” à campanha de Marília Arraes. “Nós não vamos dar trégua a uma campanha que não tem política, que não tem cor, que não tem compromisso, que não tem lado. É fundamental, para Recife e Pernambuco, que o PT, que disse que tem lado, coloque o seu lado. Nós somos dissidentes dessa política. A nossa política é a do PT. Ou melhor, quem está dissidente do PT é ela. Ela é quem não está fazendo a política do partido”, alegou o ex-secretário.

“O centro da política do país é um governo que entrega a riqueza nacional, que destrói a política social. Portanto, uma candidata do PT não pode ficar achando que tem neutralidade nisso, que não pode se posicionar contra isso, que simplesmente que o que vale é fazer uma campanha que não incomode ninguém, que não coloque o centro no alvo, que é essa turma do governo Bolsonaro”, declarou.

Barreto afirmou que a candidata se manteve neutra até agora e que “não falou uma palavra contra Bolsonaro”. “Essa caminhada vai ser longa e dura. Nós temos que ir para a rua defender o legado, defender Lula e Dilma, defender o fora Bolsonaro”, declarou.

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