Eleições 2020

Juiz proíbe Talita De Doda de usar pesquisa devido a irregularidades

A candidata a prefeita de Camutanga deverá retirar a pesquisa eleitoral das redes sociais após uma série de irregularidades serem identificadas.

A Justiça Eleitoral proibiu que Talita de Doda (MDB), candidata a prefeita de Camutanga, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, retire das redes sociais a pesquisa eleitoral por conter irregularidades.

Segundo apontou o juiz da 27ª Zona Eleitoral de Itambé, a empresa contratada para realizar tem sede em Maceió, Alagoas, em uma garagem que funciona uma empresa de controle de pragas. Além disso, a pessoa apontada como responsável pela pesquisa não consta no registro do conselho de profissionais de estatística de Alagoas.

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Um outro ponto é que a empresa declarou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que usou a base de dados do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2020. No entanto, o censo que aconteceria neste ano foi adiado para 2021 em virtude da pandemia do novo coronavírus.

Na pesquisa, divulgada nas redes sociais, a candidata aparece em vantagem na intenção de votos.

A decisão, publicada na quinta-feira, dia 22 de outubro, estabelece que a candidata retire a pesquisa das redes sociais sob pena de multa de R$ 100 mil. Além disso, blogs que utilizem a pesquisa poderão ser multados em R$ 10 mil.

Camutanga: MPPE consegue na Justiça que candidata do MDB se abstenha de realizar eventos de campanha em desobediência às normas sanitárias

Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça de Ferreiros, conseguiu na Justiça, por meio de liminar, que seja determinado a candidata Talita Cardozo Fonseca “Talita de Doda” e do Diretório Municipal do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) do município de Camutanga que se abstenham de organizar, realizar ou participar de qualquer tipo de ato de campanha em desacordo com as normas sanitárias de prevenção e proteção da pandemia da Covid-19 em vigor. O descumprimento acarretará em multa no valor de 20 mil, por cada evento que porventura vier a ser realizado.

A iniciativa do MPPE se deu após receber denúncias com diversos registros fotográficos e videográficos documentados, comprovando que, nos dias 30 de setembro e 3 de outubro, a candidata e diretório municipal do MDB da Camutanga realizaram dois eventos, com aglomeração de mais de 100 pessoas, expondo a população ao risco de contágio pela Covid-19.

No dia 30 de setembro, foi realizado o evento “Inauguração da Arena 15”, com palco, sonorização, discurso da candidata e do presidente do MDB municipal e participação massiva da população adepta à candidatura. Já no dia 03 de outubro, o evento realizado teve uma proporção maior, assemelhando-se a uma “micareta” nas ruas do município de Camutanga.

Como os eventos configuraram violações às normas sanitárias e em descompasso às recomendações sanitárias tanto federal quanto estadual, a exemplo do Decreto Estadual nº 49.055/2020, que permitiu desde o dia 28 de setembro, a realização de eventos sociais nos municípios, com a condição da observação do limite de 30% da capacidade do ambiente, com até no máximo 100 pessoas, o MPPE ajuizou ação civil (NPU 0000305-95.2020.8.17.2600), assinada pela promotora de Justiça Crisley Tostes, na Vara Única da Ferreiros.

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