Reação

Embratur relata que convidou 27 empresas para participar de licitação

Gilson Machado Neto, se pronunciou sobre o assunto ao gravar um vídeo nas redes sociais e destacou que se dispõe em abrir a Embratur para órgãos de controle.

Após repercussão de matéria com exclusividade do site Congresso em Foco sobre a Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo) contratar a agência Calia/Y2 para prestação de serviços de publicidade via contrato emergencial no valor de R$ 27 milhões, sem processo licitatório por decisão do diretor de Marketing, Inteligência e Comunicação do órgão, Silvio Santos do Nascimento, e posterior chancela do diretor-presidente, Gilson Machado Neto, recebemos uma nota da Instituição se posicionando sobre a questão [Veja a nota logo abaixo].

Neste sábado, dia 24 de outubro, um dia após a publicação do conteúdo, Gilson Machado Neto, se pronunciou por meio de um vídeo na rede pessoal do Instagram, no qual se disponibiliza para abrir os dados da Embratur para órgãos de controle e fiscalização.

“Quem não deve não teme. Quero sim, agora…eu faço questão da CGU, do TCU e da Polícia Federal dentro da Embratur. Eu, Gilson Machado Neto”, afirmou o presidente

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É claro o preconceito e a Nordestinofobia de parte da mídia. Tenho muito orgulho de SER SANFONEIRO e ESTAR Presidente da Embratur. Volto a dizer que nunca trocarei o SER pelo ESTAR. O processo licitatório emergencial para publicidade realizado pela Embratur, ocorreu dentro da legalidade e com total transparência. Vinte e sete empresas foram convidadas a participar da licitação, que teve seu valor estipulado em menos da metade dos certames realizados pelas gestões anteriores. Os investimentos a que se referem a licitação, aconteceram, por demanda, em campanhas publicitárias e ações de promoção do turismo interno, conforme preconiza a Lei 14.002/2020 que criou a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo. A Embratur se coloca à disposição dos órgãos controladores e fiscalizadores para que possam comprovar a lisura com a qual todo processo foi conduzido e reitera seu compromisso com a seriedade e transparência que permeiam todos os seus atos.

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Confira na íntegra a nota da Embratur:

“Sobre a reportagem publicada, informamos que o processo licitatório emergencial para publicidade realizado pela Embratur, ocorreu dentro da legalidade e com total transparência. Vinte e sete empresas foram convidadas a participar da licitação, que teve seu valor estipulado em menos da metade dos certames realizados pelas gestões anteriores.
Os investimentos a que se referem a licitação, aconteceram, por demanda, em campanhas publicitárias e ações de promoção do turismo interno, conforme preconiza a Lei 14.002/2020 que criou a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo. 
A Embratur se coloca à disposição dos órgãos controladores e fiscalizadores para que possam comprovar a lisura com a qual todo processo foi conduzido e reitera seu compromisso com a seriedade e transparência que permeiam todos os seus atos.”

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Entenda

O site Congresso em Foco apresentou com exclusividade que a Embratur contratou a agência Calia/Y2 para prestação de serviços de publicidade. O contrato emergencial tem o valor de R$ 27 milhões e foi feito sem processo licitatório por decisão do diretor de Marketing, Inteligência e Comunicação do órgão, Silvio Santos do Nascimento, e posterior chancela do diretor-presidente, Gilson Machado Neto.

A agência Calia/Y2 é de propriedade de Gustavo Mouco, irmão de Elsinho Mouco, marqueteiro do ex-presidente Michel Temer (MDB).

Elsinho é o responsável pela comunicação da campanha de Celso Russomanno (Republicanos-SP) à prefeitura de São Paulo. Russomanno é um dos poucos candidatos das eleições municipais a receber apoio explícito de Jair Bolsonaro. Elsinho também integrou missão do governo ao Líbano após explosão no porto de Beirute, em agosto.

No fim de setembro, a contratação pretendida pela Embratur foi mal recebida no mercado publicitário, segundo informações da Folha de S. Paulo. Em uma primeira rodada, apenas a Calia/Y2 demonstrou interesse no contrato. Após reclamações de representantes do setor, o órgão fez uma nova rodada, mas questões jurídicas afastaram novos interessados.

A Calia/Y2 informou que o contrato tem validade de 180 dias, improrrogáveis, e o objeto é a “prestação de serviços de publicidade, compreendendo o conjunto de atividades realizadas integradamente que tenham por objetivo o estudo, o planejamento, a conceituação, a concepção, a criação, a execução interna, a intermediação e supervisão da execução externa e a distribuição de ações publicitárias junto a públicos de interesse para a Embratur”.

A agência informou ainda que Elsinho Mouco não tem relação com a empresa.

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