Vacina

Humberto pede que TCU investigue crise das vacinas e quer convocação de Pazuello

Na petição ao TCU, Humberto e outros nove senadores e deputados federais alegam que a medida anunciada por Bolsonaro de cancelar a aquisição pode trazer sérios danos aos cofres públicos.

O senador Humberto Costa (PT-PE) levou ao Tribunal de Contas da União (TCU) um pedido para que a Corte se manifeste sobre a disposição do presidente Jair Bolsonaro de desistir da compra de 46 milhões de doses de vacina contra o coronavírus. Paralelamente, Humberto apresentou ao Senado um requerimento para que a Casa convoque o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para explicar por que a compra encabeçada pela pasta foi subitamente cancelada.

Na petição ao TCU, Humberto e outros nove senadores e deputados federais alegam que a medida anunciada por Bolsonaro de cancelar a aquisição pode trazer sérios danos aos cofres públicos, desperdiçando bilhões de reais investidos até agora em acordos de pesquisas com instituições públicas, como a Fiocruz e o Instituto Butantã, e em ações de enfrentamento à pandemia.

“É inaceitável que, em um quadro de mais de 155 mil mortes como o que já chegamos, tudo seja estancado por atos tresloucados do presidente da República. Acionamos o TCU para que ele se manifeste sobre essa medida que atenta contra os princípios que devem nortear as despesas públicas”, afirmou o senador.

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Humberto Costa apresentou, ainda, um requerimento de convocação do general Pazuello, ministro da Saúde, para que ele explique ao Senado o que levou o presidente da República a anular uma compra sobre a qual já tinha dado o seu acordo, deixando descoberta a população brasileira da imunização contra a Covid-19.

“Não é cabível que, em um dia, o ministro da Saúde anuncie a aquisição de 46 milhões de doses de vacina e, no outro, pelo Twitter, Bolsonaro cancele uma medida dessa magnitude. É dever do Congresso fiscalizar o que houve”, concluiu Humberto.

O senador questionou ainda os argumentos levantados por Bolsonaro para cancelar a compra da Coronavac. Em sua fala, o presidente disse que não iria investir em uma vacina sem comprovação científica. “Bolsonaro nunca se preocupou com isso. Até para as emas do Palácio do Planalto, ele defendeu o uso da cloroquina, medicamento que não tem eficácia comprovada contra o coronavírus. Vem fazendo, também, propaganda de vermífugo sem que, obviamente, a cura pelo medicamento tenha qualquer dado de realidade.

O que há é um boicote a tudo que possa representar uma solução para o problema da pandemia. Inclusive, ele já falou que é contra a vacinação compulsória, o que também irá prejudicar a imunização . A verdade é que o presidente tem a desordem como estratégia política”, disse. 

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