Escolha

Moraes é o novo relator de inquérito sobre suposta interferência na PF

Escolha foi feita por meio de um sorteio eletrônico, nesta quarta-feira (20).

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes foi escolhido hoje (20) o novo relator do inquérito aberto pela Polícia Federal (PF) para apurar a suposta interferência política do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal (PF) e o crime de denunciação caluniosa por parte do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro.Moraes, Moraes é o novo relator de inquérito sobre suposta interferência na PFMoraes, Moraes é o novo relator de inquérito sobre suposta interferência na PF

A escolha de Moraes foi feita por meio de sorteio eletrônico. Mais cedo, o presidente da Corte, Luiz Fux, determinou a redistribuição do inquérito devido à aposentadoria do antigo relator, Celso de Mello, que deixou a Corte na semana passada.

Em manifestações divulgadas desde a abertura do inquérito, em abril, o presidente Jair Bolsonaro diz que não houve pedido para o então ministro interferir em investigações da PF.

Agência Brasil 

Pedido

O ex-juiz e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, enviou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, um documento pedindo para que a Corte determine um novo relator no caso que investiga a suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Polícia Federal.

A solicitação feita pela defesa de Moro ocorreu com a saída do ministro Celso de Mello, então relator do processo, e que se aposentou na terça-feira, 13 de outubro. Para a vaga, foi indicado por Bolsonaro o desembargador Kassio Nunes Marques, que ainda precisa da aprovação do Senado.

“Torna-se necessária a redistribuição do feito, considerando a natureza célere do procedimento inquisitorial bem como o prazo concedido para o seu término”, diz o pedido sobre a aposentadoria de Celso de Mello. E complementa: “Desta forma, partindo da premissa objetiva decorrente da aposentadoria do Exmo. Ministro Celso de Mello, o presente Inquérito Policial não possui Relator originário a partir da data de hoje, razão pela qual, dentro do permissivo regimental e a pedido da parte interessada, neste caso, representada pelo ora peticionário, requer-se a imediata redistribuição do feito nos termos dos dispositivos regimentais acima mencionados”.

As investigações se baseiam nas acusações de Moro contra Bolsonaro. Em sua última sessão, Celso de Mello votou a favor que Bolsonaro prestasse depoimento presencialmente e não por escrito, conforme pediu a Procuradoria-Geral da República.

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