Investigação

Lava Jato: Polícia Federal deflagra operação para apurar fraudes na Petrobras

Sete mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos no Rio de Janeiro e Niterói.

Policiais federais cumprem hoje (20) sete mandados de busca e apreensão na 77ª fase da operação Lava Jato, no Rio de Janeiro e em Niterói. Chamada de operação Sem Limites IV, a ação investiga fraudes na gerência executiva de marketing e comercialização da antiga diretoria de abastecimento da Petrobras.Lava Jato, Lava Jato: Polícia Federal deflagra operação para apurar fraudes na PetrobrasLava Jato, Lava Jato: Polícia Federal deflagra operação para apurar fraudes na Petrobras

Segundo informações da Polícia Federal (PF), as fraudes ocorriam em negociações de óleos combustíveis e derivados de petróleo entre a empresa brasileira e companhias estrangeiras.

Ainda segundo a PF, um funcionário da Petrobras gerava artificialmente demandas que justificassem novas operações de compra e venda desses produtos. Nessas negociações, eram pagas comissões a intermediários envolvidos, que repassavam a funcionários da Petrobras por meio de propinas.

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As investigações são um desdobramento de colaborações premiadas de investigados na 57ª fase da Lava Jato, desencadeada em dezembro de 2018. Pelo menos seis novos agentes públicos foram identificados como participantes do esquema ilegal.

Agência Brasil

Força-Tarefa mira em lobista do MDB na operação contra lavagem de dinheiro

A Força-Tarefa Postalis, em conjunto com a Polícia Federal, deflagrou a Operação Combustão. Foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Brasília, Recife (PE) e Maceió (AL). Os policiais estiveram em endereços ligados a Mílton de Oliveira Lyra Filho e a empresas utilizadas pelo investigado para lavagem de dinheiro e ocultação de provas – entre elas a Fênix Consultoria e a Meu Storage Locação de Imóveis.

Mílton já era alvo de outras investigações na FT. É apontado como líder de organização criminosa voltada a crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, tráfico de influência e lavagem de capitais. Somente nesse caso, estima-se que a Orcrim recebeu mais de R$ 87 milhões, em prejuízo do Postalis.

A operação, deflagrada na última quinta-feira (15), foi motivada após os procuradores terem acesso a informações que revelaram a prática reiterada de abertura e encerramento de empresas ligadas a Mílton. O objetivo era ocultar e dissimular a natureza, localização e movimentação de valores ilegais recebidos pelos envolvidos.

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