Polêmica

“Quem decide não tomar vacinas, não deveria frequentar espaços públicos”, dispara Amoêdo

Um dos fundadores do partido Novo defendeu que a vacina contra a covid-19 deve ser obrigatória. Como punição para quem se recusar a tomar, Amoêdo sugeriu isolamento social permanente.

O ex-candidato à presidente da República, João Amoêdo (Novo), defendeu no Twitter, neste domingo (18), o isolamento social permanente para quem se negar a tomar a vacina contra o coronavírus.

A declaração surgiu um dia depois de o governador João Doria anunciar que a vacina será obrigatória em todo o estado de São Paulo.

“Quem decide não tomar vacinas, que evitam doenças contagiosas, não deveria poder frequentar espaços públicos, ruas, hospitais e escolas. E sim, permanecer isolado até que todos os demais sejam vacinados”, disse Amoêdo.

A declaração, no entanto, não agradou alguns usuários da rede social, que retrucaram o fundador do Novo.

“O “LIBERAL” quer submissão total do povo ao Estado, com vacinação obrigatória e punição a quem não aceitar. Detalhe: vacina feita às pressas, sem efetiva comprovação de eficácia e, sobretudo, sem conhecimento quanto a efeitos colaterais”, criticou um internauta.

Bolsonaro afirma que Governo não obrigará vacinação contra covid-19

O presidente Jair Bolsonaro rebateu a fala do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que afirmou na última sexta-feira (16) que a vacina contra a covid-19 será obrigatória aos paulistas.

A declaração do governador foi proferida durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do Executivo estadual. Doria disse que somente as pessoas que apresentarem atestado médico serão liberadas de receber a vacina.

Ainda segundo o tucano, quem recusar o imunizante poderá sofrer ‘medidas legais’ por parte do Estado.

Após a declaração de João Doria, o presidente Jair Bolsonaro foi às redes sociais para afirmar que a obrigatoriedade só poderia ser adotada com a anuência do governo federal o que, segundo o mandatário, não vai ocorrer.

Mesmo sem citar diretamente o governador, Bolsonaro destacou trechos de duas leis. A lei 13.979, proposta e sancionada pelo próprio presidente no início da pandemia, prevê que poderá ser realizada a vacinação compulsória. Bolsonaro, no entanto, ressaltou o termo “poderão”, que consta na legislação.

A outra lei mencionada é a 6.259, de 1975, que trata sobre o Programa Nacional de Imunizações. O presidente destacou um trecho que delega a competência ao Ministério da Saúde e que os governos estaduais “poderão propor medidas legislativas complementares”, mas apenas com a “anuência prévia” do governo federal.

Ver mais: 

>> Filipe Sabará: “Estou sendo perseguido por João Amoêdo e ala esquerdista do Novo”

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