Hipótese

PT cogita apoiar Boulos e retirar candidatura própria em São Paulo

Partido deve unir forças com Boulos caso o candidato do PT, Jilmar Tatto, não cresça nas pesquisas. Por enquanto, o prefeiturável tem 1% das intenções de voto, segundo o Datafolha.

Dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT) estão cogitando a possibilidade de retirar a candidatura de Jilmar Tatto em São Paulo e declarar apoio ao candidato do PSOL, Guilherme Boulos.  A informação é da Folha de S. Paulo.

O apoio a Boulos pode ocorrer caso Tatto não chegue a 2 pontos nas pesquisas de intenção de voto. No levantamento mais recente do Datafolha, Tatto apareceu com apenas 1% nas intenções de voto, enquanto Boulos, com 12%.

Na mesma pesquisa, Celso Russomano (Republicanos) é apontado como líder no ranking com 27% e em seguida, o prefeito Bruno Covas (PSDB), com 21%.

Ainda de acordo com a Folha de S. Paulo, a hipótese de o PT tirar Jilmar Tatto da disputa foi debatida em reunião entre o ex-ministro Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro Gilberto Carvalho.

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Candidato de Lula para prefeitura de São Paulo aparece com apenas 1% das intenções de voto

Segundo petistas ouvidos pelo O Globo, um eventual retirada de Tatto em nome do candidato do PSOL pode acontecer, mas apenas na reta final da disputa eleitoral.

No Rio de Janeiro, apoiadores da candidata Renata Souza (PT) disseram que, no momento, ainda não cabe discutir uma aliança com o PT e que “ainda é muito cedo” para definir a candidatura mais viável”.

Para o vice-presidente do PT, Washington Quaquá, a fala de Lindbergh foi desrespeitosa e que enfraquece a candidatura petista em São Paulo.

“Ruim. Recebemos mal. O PT tem tradição em São Paulo, tem força, o Tatto vai subir. Boulos é candidato Laranjeiras, se lá tivesse. Tatto é mais popular. Um dirigente não pode dar declaração que enfraquece candidato nosso. E aqui no Rio estamos crescendo. É desrespeitoso com o Tatto e com a Renata. Eleição de segundo turno é democrático tentar disputar”, comentou.

Alberto Cantalice, membro da direção nacional do PT, afirmou que o partido “não recebeu (a proposta de Lindbergh) como algo possível, recebemos com estranheza. Nós estamos tratando das candidaturas, não existe essa moeda de troca, jamais trabalhamos essa perspectiva”, afirmou.

Em contrapartida, o ex-deputado federal Wadih Damous (PT) defendeu a declaração e Lindbergh. Ele disse que “o apoio do PSOL à Benedita no Rio e o apoio do PT a Boulos em São Paulo seria um gesto de maturidade e inteligência políticas. As chances de ida de ambos para o segundo turno aumentariam bastante. Esse é o pragmatismo que deveríamos praticar”.

 

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