Estratégia

Moro pede ao STF novo relator para a investigação sobre suposta interferência na PF

A solicitação feita pela defesa de Moro ocorreu com a saída do ministro Celso de Mello, então relator do processo.

O ex-juiz e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, enviou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, um documento pedindo para que a Corte determine um novo relator no caso que investiga a suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Polícia Federal.

A solicitação feita pela defesa de Moro ocorreu com a saída do ministro Celso de Mello, então relator do processo, e que se aposentou nesta terça-feira (13). Para a vaga, foi indicado por Bolsonaro o desembargador Kassio Nunes Marques, que ainda precisa da aprovação do Senado.

“Torna-se necessária a redistribuição do feito, considerando a natureza célere do procedimento inquisitorial bem como o prazo concedido para o seu término”, diz o pedido sobre a aposentadoria de Celso de Mello. E complementa: “Desta forma, partindo da premissa objetiva decorrente da aposentadoria do Exmo. Ministro Celso de Mello, o presente Inquérito Policial não possui Relator originário a partir da data de hoje, razão pela qual, dentro do permissivo regimental e a pedido da parte interessada, neste caso, representada pelo ora peticionário, requer-se a imediata redistribuição do feito nos termos dos dispositivos regimentais acima mencionados”.

As investigações se baseiam nas acusações de Moro contra Bolsonaro. Em sua última sessão, Celso de Mello votou a favor que Bolsonaro prestasse depoimento presencialmente e não por escrito, conforme pediu a Procuradoria-Geral da República.

Bolsonaro: ‘Se Deus quiser a gente enterra esse processo’, sobre inquérito que apura interferência na PF

Na live da noite desta quinta-feira (17), o presidente Jair Bolsoaro comentou sobre a investigação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) que diz respeito as supostas interferências do mandatário na Polícia Federal (PF). “Se Deus quiser, a gente enterra esse processo”, disse Bolsonaro horas após o ministro do STF Marco Aurélio Melo suspender o depoimento do presidente até que o pedido para que ele deponha por escrito seja analisado pela Corte.

“Se Deus quiser, a gente enterra esse processo e acaba com essa farsa desse ex-ministro da Justiça de me acusar de forma leviana”, manifestou.
Sérgio Moro fez alegações de que Bolsonaro teria interferido de forma indevida na administração da PF. “Ele alega que não me acusou, que trouxe fatos. Tá de brincadeira esse Sérgio Moro!”, completou o chefe de Estado.
A Advocacia-Geral da União (AGU) havia pedido ao STF para que Bolsonaro prestasse esclarecimentos por escrito. O relator do caso, ministro Celso de Mello, determinou que o presidente concedesse o depoimento presencialmente. Na decisão, Celso de Melo também permitiu que a defesa de Moro fizesse perguntas ao investigado.

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