Polêmica

“Tráfico nem devia ser crime”, diz candidato do Novo em defesa da soltura de André do Rap

Após críticas, postulante fez uma outra publicação na rede social onde justificou que "achava que [André do Rap] era vendedor de droga de baile funk" e não integrante do PCC.

Um declaração polêmica partiu do candidato a vereador em São Paulo pelo Novo, o empresário Marcelo Castro. Em publicação no Twitter, o postulante saiu em defesa da decisão do ministro Marco Aurélio, que mandou soltar o traficante André do Rap, um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o postulante “tráfico nem devia ser crime”.

“O tal do “André do Rap” tava preso temporariamente há um ano. A lei é clara: prisão preventiva por mais de 90 dias tem que ser fundamentada. Não foi. Acerta MAM. Ademais, o cara foi preso por tráfico, não por assassinato ou latrocínio. Tráfico nem devia ser crime”, escreveu.

Ao ser criticado nos comentários da publicação, Marcelo Castro fez um outro post justificando que não sabia quem era André do Rap. “Eu não sabia [quem era André do Rap]. Com esse nome, achei que era vendedor de droga de baile funk”, disse ele.

“Vi as matérias agora, parece grave. Neste caso, há claro risco à garantia da ordem pública. Me retrato pelo tuíte anterior”, ponderou.

https://twitter.com/marcelocastrott/status/1315798793984643074

Ministro Marco Aurélio mandou soltar 79 presos usando a mesma regra aplicada a chefe do PCC

A soltura do traficante André Oliveira Macedo, mais conhecido como André do Rap, um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), movimentou o Poder Judiciário. Com a decisão proferida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, que mandou soltar André do Rap, o traficante não foi o único beneficiado com a determinação do ministro, que usou como base um trecho do pacote anticrime sobre prisões preventivas.

Um levantamento feito pelo G1 apontou que Marco Aurélio concedeu 79 peidos de liberdade usando a mesma regra adotada no caso do integrante do PCC. Para a pesquisa, o G1 analisou apenas as decisões publicadas pelo STF, ficando de fora os processos em segredo de justiça. Diante disso, a quantidade de pessoas beneficiadas com a decisão tende a ser ainda maior.

Entre os outros habeas corpus concedidos pelo decano, estão os pedidos de presos e condenados por diversos crimes. Tráfico de drogas e organização criminosa são os crimes mais cometidos dentre os presos. Há também acusados de de homicídio qualificado, tentativa de de feminicídio, corrupção ativa e crimes menores como furto e receptação.

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