Retirada

Marina Silva é retirada por Camargo da lista de Personalidades Negras

Presidente da Fundação Palmares alegou que ela não tem "contribuição relevante" para os negros.

O presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, revelou ter retirado o nome da ex-candidata à Presidência da República Marina Silva da lista de personalidades negras reconhecidas pela instituição.

Em uma rede social, Camargo considerou que Marina Silva “não tem contribuição relevante” no combate pela igualdade racial.

“Marina Silva foi excluída da lista de personalidades negras da Fundação Cultural Palmares. Marina não tem contribuição relevante para a população negra do Brasil. Disputar eleições não é mérito. O ambientalismo dela vem sendo questionado e não é o foco das ações da instituição”, escreveu o presidente da Palmares.

Camargo tira Marina Silva da lista de Personalidades Negras da Fundação Palmares
Print do Twitter de Sérgio Camargo. Foto: Reprodução/rede social

No início de outubro, Camargo já havia anunciado a exclusão do nome da deputada federal e candidata à Prefeitura do Rio de Janeiro Benedita da Silva da mesma lista.

O nome da deputada Benedita da Silva (PT) foi excluído da lista de Personalidades Negras da Fundação Palmares. Benedita responde pelo crime de improbidade administrativa e seus bens foram bloqueados pela Justiça. O preto, o pobre e o favelado são as maiores vítimas da corrupção”, disse Camargo na ocasião.

Em resposta à exclusão de seu nome, Benedita chamou Camargo de “capitão do mato”. O presidente da Fundação Palmares afirmou que pode processar a petista por injúria racial.

Decisão

Em junho, a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Regina Helena Costa negou o pedido liminar feito pela Rede Sustentabilidade afastar o presidente da Fundação Cultural Palmares, Sergio Camargo, do cargo. No pedido houve a alegação de que Camargo não poderia permanecer na presidência do órgão por “ostentar publicamente opinião contrária às finalidades da instituição”.

Na decisão, a ministra rejeitou a liminar por razões processuais. Segundo Regina Helena, o mandado de segurança protocolado pelo partido não demonstrou o ato irregular que teria sido praticado pela Casa Civil ao nomear o presidente para o cargo.

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Da redação do Portal com informações do Site Pleno News

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