Investigação

PF faz buscas contra vice-governador do Amazonas por desvios na saúde

Carlos Almeida (PTB) é um dos alvos da "Operação Sangria", que acontece em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), nesta manhã de quinta-feira, dia 08 de outubro.

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (8), a segunda fase da Operação Sangria, que apura fraudes em contratos da Saúde no governo de Wilson Lima, no Amazonas. Entre os alvos está o vice-governador do Estado, Carlos Almeida (PTB).

A ação cumpriu mandados de prisão temporária contra cinco suspeito, além de buscas e apreensões contra seis pessoas. No caso, o vice-governador recebeu ordem de buscas. Ele é investigado por suspeita de praticar crimes como “peculato, lavagem de dinheiro e também de promover a dispensa de licitação fora das hipóteses previstas em lei”, explica a Procuradoria Geral da República em nota.

Os outros investigados são: o ex-secretário de Saúde do estado, Rodrigo Tobias, e a ex-secretária executiva da pasta, Daiana de Souza, são alvos. Além deles, há outras três pessoas envolvidas cujos nomes não foram divulgados.

A segunda etapa da Operação Sangria, deflagrada a primeira vez em junho, procura aprofundar as investigações sobre uma organização criminosa que atuava no Governo do Amazonas, responsável por desviar recursos da área de Saúde. Na primeira fase, o governador Wilson Lima (PSC) foi o principal alvo da operação. Na investigação, o governador se tornou suspeito de ter participado de compras de respiradores superfaturadas.

“Provas reunidas na primeira fase da Sangria mostram que o governador Wilson Lima exercia domínio completo não apenas dos atos relativos à aquisição de respiradores para enfrentamento da pandemia, mas também das demais ações governamentais relacionadas à questão, no bojo das quais atos ilícitos teriam sido praticados. Já o vice-governador, de acordo com os registros, já reunidos pelos investigadores, tinha grande influência na gestão da Secretaria de Saúde – pasta na qual atuou durante os três primeiros meses de governo. As provas apontam que a cúpula da Secretaria de Saúde se reportava frequentemente ao vice-governador para tratar de contratos da área de saúde, inclusive sobre pagamentos”, informou nota do Ministério Público.

 

 

 

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