Investigações

Operação no RJ mira repasses indevidos a funcionários da Petrobras nos governos Lula e Dilma

A Operação Sem Limites III é a 76ª fase da Lava Jato, e apura o suposto envolvimento de funcionários e ex-funcionários da Petrobras em esquemas de corrupção na área comercial da estatal.

Uma operação da Polícia Federal, junto com a Receita Federal e o Ministério Público Federal (MPF) cumpriram na manhã desta quarta-feira (7) três mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro. A Operação Sem Limites III é a 76ª fase da Lava Jato.

Os policiais investigam o que seria o pagamento de vantagens indevidas a funcionários da Petrobras entre 2009 e 2013, mas o MPF afirma que elas podem ter perdurado até 2018.

Segundo a PF, elas seriam uma “contrapartida ao favorecimento a empresas que atuavam no ramo de compra e venda de combustíveis marítimos (bunker e diesel marítimo), com as quais a estatal negociava para abastecimento de navios de sua frota no exterior”.

Valores apreendidos na Operação/ Foto: Divulgação/ Polícia Federal

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As apurações revelaram o uso de estruturas que possibilitavam o pagamento de recursos ilícitos a agentes públicos.

“Os elementos de provas sugerem que os investigados promoviam um verdadeiro rodízio no fechamento de operações com as empresas do setor e que estas também pagavam vantagens indevidas”, informou o MPF.

Na operação, um dos suspeitos foi um dos ex-funcionários da Petrobras envolvido na operação desta quarta foi responsável pelas negociações de combustíveis marítimos para os navios da estatal, próprios e afretados, que abasteciam no porto de Singapura.

Só em propina, o MPF estima que uma das empresas envolvidas desembolsou US$ 8,1 milhões (mais de R$ 45 milhões) por meio de doleiros. Além disso, há indícios de que um dos investigados recebeu indevidamente de um executivo de um das companhias envolvidas ao menos € 12.249,44 (quase R$ 80 mil) na forma de passagens aéreas e o pagamento de parcelas referentes a um contrato de filiação a uma espécie de “clube de férias”, que permitiu ao ex-funcionário se hospedar em hotéis de luxo pelo mundo.

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