Soltura

Ministro Dias Toffoli manda soltar auxiliares de Helder Barbalho investigados por corrupção

Peter Cassol é acusado de direcionar processos de compras de respiradores pelo governo paraense.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, mandou soltar cinco investigados na Operação SOS por corrupção e desvios em contratos na saúde do Pará.

Segundo o MPF, o esquema é chefiado pelo governador do estado, Helder Barbalho. A decisão atendeu a pedido feito em habeas corpus impetrado por Leonardo Maia Nascimento, assessor de Helder Barbalho, e teve os efeitos estendidos a outros investigados que foram presos na deflagração da operação, no dia 29 de setembro.

Após a determinação de Toffoli, serão soltos o ex-secretário da Casa Civil Parsifal Pontes; o secretário de Transportes, Antônio de Pádua Andrade; o ex-secretário Peter Cassol Silveira e Nicolas Tsontakis Morais, apontado como o principal operador do esquema.

Ainda de acordo com as acusações do MPF, Leonardo Nascimento era o responsável por escolher as organizações sociais que seriam beneficiadas pelas licitações fraudadas. Já Nicolas Tsontakis Morais seria o intermediário entre o governo do Pará e as OS.

Parsifal, atualmente é o secretário de Desenvolvimento Econômico, é apontado pelos investigadores como homem forte de Helder Barbalho e responsável por estruturar o esquema de fraudes e direcionamento de licitações.

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PF no gabinete de Barbalho

Helder Barbalho (MDB), governador do Pará, foi alvo de mandado de buscas pela Polícia Federal (PF), no último dia 29, por suspeita de participar de uma suposta organização criminosa que praticava desvios de recursos da Saúde durante a pandemia.

A PF também prendeu dois secretários e um assessor de Barbalho. São eles: o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico Parsifal de Jesus Pontes, o Secretário de Transportes Antonio de Padua e o assessor de gabinete do governador Leonardo Maia Nascimento.

A operação, batizada de SOS, investiga o desvio de R$ 1,2 bi  em contratos da Saúde do Estado. Segundo a PF, foram 12 contratos firmados entre o governo do Pará e organizações sociais para administração de hospitais públicos do Estado, inclusive os hospitais de campanha criados por conta da pandemia do coronavírus.

No total, a operação cumpre 12 mandados de prisão temporária e 41 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça.

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