Eleição

Em carta, major Olímpio se lança à disputa da Presidência do Senado

O senador afirmou que a decisão foi tomada "depois de muito refletir".

O senador major Olímpio (PSL) se lançou à disputa da presidência do Senado Federal durante carta ao grupo Muda Senado. Segundo escreveu o parlamentar, a decisão foi tomada “depois de muito refletir”.

“Em respeito aos 9 milhões de votos que o povo de São Paulo me outorgou para ser Senador pelo Estado, devo colocar meu nome à disposição deste grupo e dos demais Senadores, como candidato à Presidência do Senado”, disse.

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Major Olímpio afirmou que tomou a decisão “desprendido de qualquer vaidade, e longe de almejar o Poder”.

Na carta, o senador comentou que o nome escolhido pelo grupo para disputar a presidência da Casa irá defender as seguintes bandeiras:

a) resgatar a independência do Senado Federal como Poder do equilíbrio e indispensável para garantir o Estado Democrático de Direito; sendo o responsável direto para realizar os processos de impeachment, garantindo o respeito das competências de cada Poder, evitando invasão de competência e conflitos institucionais;

b) respeitar a soberania popular expressa nas urnas, apoiando as pautas democráticas do povo, como combate à corrupção, o direito de defesa, o direito à vida, o direito à liberdade e o direito à dignidade da pessoa humana;

c) instituir a direção colegiada no Senado Federal, com o compromisso de alterar o Regimento Interno, para que decisões fundamentais
ao País não fiquem somente nas decisões monocráticas ou a partir de uma atitude do Presidente do Senado;

d) estabelecer a pauta do plenário, obrigatoriamente, dentro de uma agenda elaborada pelo colégio de líderes;

e) garantir e respeitar as decisões da maioria expressa pelo Plenário, tais como instalação de CPI, abertura de processo de impeachment, e qualquer  outro rito ou procedimento que seja de competência do Senado Federal e do Congresso Nacional;

f) estabelecer prazo máximo de tramitação de medidas provisórias e projetos com urgência constitucional, para que o Senado seja respeitado pela Câmara e não seja mera casa carimbadora de votação das MPs, que chegam no Senado em cima da hora e sem tempo hábil para discutir a matéria;

g) promover uma avaliação crítica e que produza diminuição significativa no orçamento e gastos anuais do Senado;

h) criar a Comissão Permanente de segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, desafogando a CCJ, para ser uma resposta a principal preocupação e agenda o povo brasileiro, com um Fórum especial e ideal para discussão de soluções à área tão sensível à sociedade;

i) criar um canal permanente com os estados e municípios para atender as suas demandas federativas;

j) promover as alterações necessárias para estabelecer que todas as votações sejam abertas, inclusive em eleições e as referentes às indicações para cargos que passam pelo crivo do Senado Federal, como Ministros do STF e para Procurador-Geral da república. Sendo instrumento garantidor do crivo popular, uma vez que eleitos pelos cidadãos brasileiros, a eles temos que prestar contas das escolhas que fazemos, de forma aberta.

Leia a íntegra da carta aqui.

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