Ação

Gilmar Mendes suspende investigações da operação sobre supostos desvios no Sistema S

A decisão do ministro do STF beneficia advogados de Lula, Bolsonaro e Witzel, que são alvos do processo.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, mandou suspender as investigações da Operação E$quema S, deflarada no dia 9 de setembro, e que apura sobre supostos desvios de dinheiro no Sistema S, que abrange Fecomércio, Sesc e Senac. A informação é da Folha de S. Paulo e TV Globo.

Uma fase da operação, em setembro, teve como alvos advogados suspeitos de envolvimento em um esquema de tráfico de influência, cujo prejuízo, segundo o Ministério Público Federal, foi de R$151 milhões do Sistema S.

Na decisão, Gilmar acatou o pedido de cinco representações da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Gilmar suspendeu medidas como ação penal sobre o caso, buscas e apreensões em escritórios de advogados, além de medidas cautelares.

“Os autos desta reclamação demonstram que há verossimilhança nas alegações do reclamante de investigação de autoridades com foro por prerrogativa de função sem autorização do STF e perante autoridade judiciária incompetente, o que poderia constituir eventual causa de nulidade das provas e do processo”, salientou o ministro em sua decisão.

Outra determinação de Mendes foi para que a 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, comandada pelo juiz Marcelo Bretas, não faça nenhum ato de investigação sobre os fatos ligados direta ou indiretamente sobre o caso, sob pena de nulidade.

Alguns dos advogados alvos da operação foram Frederick Wassef, que já representou a família Bolsonaro; Ana Tereza Basílio, advogada do governador do Rio Wilson Witzel; e Cristiano Zanin e Roberto Teixeira, ambos advogados do ex-presidente Lula.

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