Caso Miguel

Prefeito Sérgio Hacker e Sari Corte Real sofrem bloqueio de R$ 2 milhões

A decisão foi da 21ª Vara do Trabalho em Pernambuco e assinada pelo juiz substituto José Augusto Segundo Neto.

Por conta de uma ação civil pública do Ministério Público do Trabalho (MPT) no Estado, a 21ª Vara do Trabalho em Pernambuco determinou o bloqueio de R$ 2 milhões em bens do prefeito de Tamandaré, Sérgio Hacker (PSB), e da primeira-dama Sarí Côrte Real.

A decisão foi assinada pelo juiz substituto José Augusto Segundo Neto. Sérgio Hacker é candidato à reeleição no município de Tamandaré e declarou ter R$ 720 mil em bens à Justiça Eleitoral. O valor inclui R$ 100 mil em espécie, um veículo de R$ 50 mil e R$ 570 mil em quotas e quinhões de capital.

O bloqueio da 21ª Vara do Trabalho inclui móveis, imóveis, ativos financeiros, participações em sociedades, títulos da dívida pública e demais títulos negociáveis em bolsas de valores.

O prefeito Sérgio Hacker e Sarí Corte Real têm até 15 dias para apresentarem a defesa.

Na decisão, o juiz menciona a morte do menino Miguel Otávio, de 5 anos, filho de Mirtes Renata, ex-empregada doméstica do casal.

“A tragédia traz consigo vários questionamentos: da superexploração do trabalho ao preconceito do labor doméstico e ao preconceito racial, passando por improbidade administrativa, que aqui aparece de forma subjacente. Não se trata, pois, apenas de interesse individual de dois ou três empregados”, cita.

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Sérgio Hacker tem bens bloqueados em julho

No dia 1° de julho, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) determinou o bloqueio parcial de bens do prefeito Sérgio Hacker e da secretária de Educação de Tamandaré, Maria da Conceição Cavalcanti.

A decisão ocorreu após o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) impetrar uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa devido ao fato de Mirtes e Marta Santana estarem cadastradas como servidores públicas, mesmo sem terem entrado na prefeitura.

O bloqueio de bens, segundo a Justiça, deve ser suficiente para a garantia do pagamento de uma eventual multa civil, de R$ 580.095,60, para o prefeito. Já para Maria da Conceição Cavalcanti, o valor é de R$ 145.128,02.

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