Na mira

Lava Jato: Frederick Wassef e mais três advogados viram réus

A Justiça do Rio aceitou a denúncia de peculato e lavagem de dinheiro contra Wassef

A Justiça Federal do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público contra o ex-advogado de Jair Bolsonaro, Frederick Wassef, e mais três advogados. São eles: Luiza Nagib Eluf e Marcia Carina Castelo Branco Zampiron, o ex-presidente do Sesc/RJ Orlando Diniz e o empresário Marcelo Cazzo. A decisão é da juíza substituta Caroline Vieira Figueiredo.

Com isso os quatro denunciados, incluindo Wassef, se tornaram réus na operação E$quema, um desdobramento da Lava Jato. Todos responderão pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. Eles são apontados em participação em um suposto esquema de tráfico de influência envolvendo grandes escritórios de advocacia.

De acordo com as investigações, Wassef e a advogada Márcia Zampiron, mulher de Ivan Guimarães, são acusados de receber recursos desviados do Sistema S por meio do escritório da advogada Luiza Eluf, que firmou contrato de R$ 4,6 milhões com a entidade.

Em manifestação por meio de nota, Wassef  que “estão criminalizando a advocacia no Brasil”, que nunca teve relação comercial com a Fecomércio e que nunca negociou com eles. Segundo Wassef, a denúncia é baseada em “absolutamente nada” contra ele.

Leia a nota completa

Estão criminalizando a advocacia no Brasil. Eu não tenho e nunca tive qualquer relação comercial com a FECOMERCIO, não fui contratado por eles, não recebi um único centavo desta entidade e jamais negociei com eles. Fui contratado e prestei serviços advocatícios a um renomado escritório de advocacia criminal de São Paulo, em que a dona é uma famosa procuradora do Ministério Público de São Paulo, conhecida por ter dedicado toda sua vida e carreira a instituição Ministério Público e o combate ao crime, tratando-se de pessoa pública, íntegra, proba e de idoneidade inquestionável.

Os serviços advocatícios foram devidamente prestados, os honorários foram declarados à receita federal e os impostos pagos. Após dois anos de investigação da Fecomercio, jamais fui intimado ou convocado por qualquer autoridade a prestar qualquer esclarecimento. Desde o início da referida operação “esquema” não fui investigado e ao final não fui denunciado, pois sempre souberam que jamais participei de qualquer esquema.

Estranhamente após a denúncia de todos os advogados citados na referida operação sofri uma busca e apreensão em que nada foi apreendido por não terem encontrado qualquer irregularidade e mais estranhamente ainda resolveram oferecer uma denúncia relâmpago, isolada, baseada em absolutamente nada contra minha pessoa.

A denúncia do Ministério Público Federal é inepta e não descreve qualquer conduta praticada por mim ou mesmo qualquer crime, tendo se limitado a narrar simplesmente pagamentos de honorários advocatícios por serviços devidamente prestados, inovando no Brasil, transformando o regular exercício da advocacia em crime, de forma irresponsável e sem medir as consequências de dano de imagem e reputação a minha pessoa.

Nunca em minha vida respondi a qualquer processo ou fui investigado, sempre tive um nome limpo e sequer em 28 anos de advocacia tive uma única representação em meu desfavor perante a Ordem dos Advogados do Brasil.”

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