Gastos

Partidos políticos gastaram R$ 9 milhões com escritórios de advocacia de ex-ministros do TSE

Os escritórios que receberam o valor gasto pelas siglas representam 2% do total de empresas contratadas.

Os partidos políticos desembolsaram cerca de R$ 36 milhões com advogados eleitorais em 2019. Desse total, R$ 9 milhões foram pagos a escritórios de ex-membros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O valor representa 25,6%, segundo informações divulgadas pelo site Poder 360.

O site listou 7 escritórios pertencentes aos ex-ministros do TSE e os valores recebidos por cada um deles. O escritório cujo valor total é o mais alto foi o Aragão & Ferraro, que pertence a Eugênio Aragão, ex-vice-procurador-geral eleitoral (2013-2016). Os serviços foram do escritório foram contratados pelo PT e custaram R$ 2.587.203.

Em segundo lugar, está o escritório de advocacia Barbosa e Dias, de Jelson Dias, ex-ministro do TSE (2009-2022), que recebeu 2.342.608 do MDB, PRP, Podemos e PP.

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Escritórios de advocacia de ex-membros do TSE contratados por partidos políticos. Foto: Reprodução/Poder 360

A contratação dos escritórios não é ilegal, mas mostra a proximidade que membros da Corte têm com os políticos. Os 7 escritórios que receberam 25,6% do valor gasto pelas agremiações políticas representam 2% do total de empresas contratadas.

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TSE recebe pedidos de tropas federais para eleições de 15 de novembro

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, informou nesta sexta-feira (11) que recebeu três pedidos de envio de tropas federais para garantir a segurança do primeiro turno das eleições municipais de novembro. Até o momento, foram recebidos pedidos da Justiça Eleitoral do Amazonas, Mato Grosso do Sul e do Maranhão para 106 municípios, ao todo. Cabe ao presidente analisar as requisições. 

Os pedidos para atuação de militares das Forças Armadas são comuns em todos os pleitos e são formulados pelos tribunais Regionais Eleitorais (TREs), com a finalidade de garantir a normalidade da eleição, o livre exercício do voto e o bom andamento da apuração dos resultados. A atuação está prevista no Código Eleitoral.

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