Lava Jato

Advogado Frederick Wassef é denunciado por peculato e lavagem de dinheiro

A denúncia é um desdobramento da Operação Esquema S, que mirou um suposto esquema de tráfico de influência envolvendo grandes escritórios de advocacia.

O advogado Frederick Wassef e mais quatro pessoas foram denunciadas, nesta sexta-feira, dia 25 de setembro, pela operação “Lava Jato” do Rio de Janeiro por peculato e lavagem de dinheiro.  

Foram denunciados:

  • Frederick Wassef, advogado;
  • Orlando Diniz, ex-presidente da Fecomércio-RJ; Marcelo Cazzo, empresário que teria apresentado Wassef para o grupo;
  • Marcia Carina Castelo Branco Zampiron, advogada;
  • Luiza Nagib Eluf, advogada.

A denúncia é um desdobramento da Operação E$quema S, que mirou um suposto esquema de tráfico de influência envolvendo grandes escritórios de advocacia. Jair e Flávio Bolsonaro não são investigados nessa operação.

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Os procuradores encontraram movimentações suspeitas nas contas do escritório de Wassef. Esses recurso, segundo os investigadores, foram desviados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e e Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ).

Na denúncia, a Lava Jato afirma que houve contratações com escopo contratual falso:

“Ou os serviços arrolados não foram prestados ou foram prestados no interesse exclusivo de Orlando Diniz (então presidente da Fecomércio), para, por exemplo, a perseguição de adversários pessoais.”

O portal G1 apurou que Wassef foi contrato por Orlando Diniz para fazer investigações internas e tentar conter vazamentos de informações da instituição, como forma de mantê-lo no cargo.

Cabral

Os procuradores do Ministério Público Federal obtiveram em delação premiada do ex-presidente do Sesc e Senac no Rio de Janeiro, Orlando Diniz, que Sérgio Cabral pediu para que fosse contratado entre 2003 e 2017 funcionários do ex-governador do Rio de Janeiro para dificultar o rastreio do dinheiro desviado do Sistema S fluminense.

Segundo os procuradores, os desvios com os “funcionários fantasmas” de Cabral totalizam R$ 5.812.634,66 nos cofres do Sistema S.

A chefe de cozinha do ex-governador, Ana Rita Menegaz, teria recebido mais de R$ 1 milhão. Já a secretária pessoal do ex-governador Sônia Ferreira Batista, mais de R$ 800 mil.

Da redação do Portal com informações do G1

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