Prisão

Secretária de Saúde de Magé, no Rio, é presa por suspeita de integrar esquema de corrupção no SUS

A investigação encontrou indícios da participação de pessoas ligadas à Secretaria Municipal de Saúde de Magé, no Rio, e de um vereador.

A secretária de Saúde de Magé, na Baixada Fluminense (RJ), Carine Tavares, foi presa na manhã desta quinta-feira (24) durante a operação da Polícia Federal. Ela é suspeita de integrar um esquema que teria desviado R$ 9 milhões do Sistema Único de Saúde (SUS) no município.

Batizada de “Garrote”, a operação investiga crimes de dispensa ilegal de licitação, fraude em licitação, falsidade ideológica e organização criminosa. Além do mandado contra a secretária de Saúde, também foram expedidos mais um de prisão e sete mandados de busca e apreensão, autorizados pela 1ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Segundo a Polícia Federal, foram identificadas irregularidades no processo de contratação do laboratório, como o direcionamento da escolha de empresa específica, fraudes no processo de chamamento público e na execução do contrato.

A investigação encontrou indícios da participação de pessoas ligadas à Secretaria Municipal de Saúde de Magé e de um vereador do município, que seria o proprietário do laboratório beneficiado no esquema.

Lava Jato: PF investiga fornecedora da Petrobras por corrupção e lavagem de dinheiro

Policiais federais cumprem hoje (23) mandados de busca e apreensão na operação Boeman, a 75ª fase da operação Lava Jato. São 25 mandados que estão sendo cumpridos nas cidades do Rio de Janeiro, de Macaé (RJ), São Paulo, Aracaju e Barra dos Coqueiros (SE).

Segundo a Polícia Federal (PF), as medidas são resultado de informações repassadas em acordo de colaboração premiada de lobistas que atuavam junto a funcionários da Petrobras e a políticos com influência na estatal.

As provas apresentadas pelos colaboradores mostram indícios de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro durante processo de contratação de navios lançadores de linha (PLSV) pela Petrobras.

Segundo a PF, um dos investigados da Lava Jato teve acesso a informações privilegiadas da estatal para ter vantagens no processo licitatório. Investigações feitas por autoridades holandesas também teriam constatado ilegalidades no fornecimento desses navios.

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