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Allan dos Santos chama Pazuello de ‘traidor e canalha’ e diz a Bolsonaro: “Nunca mais me ligue!”

O autor do blog Terça Livre, se irritou com mudanças na portaria que regulamenta o aborto legal em caso de estupro.

O blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, do site Terça Livre, criticou o presidente Jair Bolsonaro e atacou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello o chamando de “traidor e canalha”.

Allan anunciou, na manhã desta quinta-feira (24), em sua conta pessoal no twitter que não quer mais contato com o presidente: “Não me ligue nunca mais”.

“Quando um PSOL da vida força o STF é uma coisa. Quando um MINISTRO DO PRESIDENTE @jairbolsonaro facilita o ABORTO é INADMISSÍVEL. Mandei para o WhatsApp pessoal do presidente: NUNCA MAIS ME LIGUE”, disse o blogueiro.

Seguindo a série de tuítes, Allan dos Santos atacou Pazuello e o chamou de “traidor e canalha”.

“TRAIDOR E CANALHA! Você menosprezava o presidente e só o apoiou por causa do Mourão, @eduardopazuello. CANALHA!”, disse o blogueiro pela rede social.

Ao marcar o perfil de Eduardo Pazuello, o blogueiro marcou o perfil que não é oficial do Ministro da Saúde e descreve o general como ministro ‘interino’ da saúde. Em maio, o Ministério da Saúde informou que Pazuello não tem conta na rede social. O perfil marcado por Santos foi criado em abril, antes do esclarecimento feito pela pasta.

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Mudanças

O motivo das falas de Allan dos Santos contra Bolsonaro e Pazuello foi a alteração realizada pelo Ministério da Saúde na portaria que regulamenta o aborto em caso de estupro.

Segundo a nova norma alterada, os médicos não serão mais obrigados de notificarem para a polícia quando atendessem vítimas de violência sexual que queriam interromper legalmente a gravidez.

A mudança ocorreu após críticas de especialistas e pressão de parlamentares, que ameaçavam derrubar a portaria no Congresso. Um grupo de senadores se reuniu na semana passada com o ministro Eduardo Pazuello para cobrá-lo do assunto.

Publicada na edição desta quinta-feira (24) do Diário Oficial da União, a portaria ainda prevê que médicos comuniquem as autoridades policiais, mas sem a palavra “obrigatória”, que constava na primeira versão. A medida é recomendada nos “casos em que houver indícios ou confirmação do crime de estupro”.

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