Investigação

MP cumpre mandado em escritório de Ricardo Barros, líder do governo

O mandado refere-se a ação que investiga práticas de corrupção e lavagem de dinheiro na contratação de energia eólica.

MP cumpre mandado em escritório de Ricardo Barros, líder do governo

Ricardo Barros é líder do governo na Câmara dos Deputados. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Publicado em 16 de setembro de 2020 - 12:26

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O escritório do deputado federal, Ricardo Barros (PP), que é líder do governo na Câmara federal, se tornou alvo de cumprimento de mandado de busca e apreensão nesta quarta-feira (16). O escritório  fica localizado em Maringá, no Norte do Paraná.

A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, que investiga
fraudes na contratação de energia eólica e teve início com infomações da Força Tarefa da Lava Jato que foram encaminhadas através do Supremo Tribunal Federal (STF), no fim do ano passado. Os fatos teriam ocorrido entre o final de 2011 e 2014 e correspondem às práticas dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Além do mandado no escritório de Barros, foi expedido um outro mandado de busca em São Paulo contra Delmo Sérgio Vilhena, que, segundo as investigações, estaria envolvido no desvio de verbas na compra de equipamentos. A relação de Vilhena teria com Ricardo Barros está sendo investigada pelo Ministério Público.

Ao todo, estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Curitiba, Maringá, Paiçandu e São Paulo. As ordem partiu da 12ª Vara Criminal de Curitiba.

Mandados

  • Uma residência em Curitiba
  • Uma residência em São Paulo
  • Uma residência em Paiçandu
  • Um escritório de contabilidade em Maringá
  • Quatro em empresas (endereços não foram divulgados)

Ricardo Barros já foi prefeito de Maringá e ministro no governo de Michel Temer. Em agosto, se tornou líder do governo na casa Legislativa. Em nota, a assessoria do parlamentar informou que ele está em total colaboração com as investigações e que afirmou ter a sua conduta ilibada.

“O parlamentar reafirma a sua conduta ilibada e informa que solicitou acesso aos autos do processo para poder prestar mais esclarecimentos à sociedade e iniciar sua defesa. Ricardo Barros, relator da Lei de Abuso de Autoridade, repudia o ativismo político do judiciário”, manifestou.

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