Investigação

Wilson Witzel, primeira-dama e mais 10 são denunciados por organização criminosa

A denúncia foi oferecida ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) na noite desta segunda-feira (14).

Wilson Witzel, primeira-dama e mais 10 são denunciados por organização criminosa

O governador do Rio, Wilson Witzel/ Foto: Philippe Lima/ Governo do RJ/ Divulgação

Publicado em 15 de setembro de 2020 - 10:06

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O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu nova denúncia contra o governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC). Além do governador, sua esposa, Helena Witzel, o presidente do PSC, pastor Everaldo, e outras 9 pessoas foram denunciadas por organização criminosa. Witzel está afastado do cargo desde 28 de agosto.

O grupo teria atuado da mesma maneira que as organizações criminosas que envolveram os últimos 2 ex-governadores fluminenses, Luiz Fernando Pezão e Sérgio Cabral (ambos do MDB).

O MPF diz que as atividades do grupo começaram em 2017, com a entrada de Witzel para concorrer como governador. Na época, ele ainda era juiz federal e recebeu cerca de R$ 1 milhão, conforme os procuradores. O governador é apontado como chefe da organização.

A denúncia se baseia em delações premiadas e em provas obtidas nas operações Favorito, Placebo e Tris in Idem.

  • Wilson Witzel;
  • Helena Witzel;
  • Lucas Tristão do Carmo;
  • Gothardo Lopes Netto;
  • Pastor Everaldo;
  • Edson da Silva Torres;
  • Edmar José dos Santos;
  • Victor Hugo Amaral Cavalcante Barroso;
  • Nilo Francisco da Silva Filho;
  • Cláudio Marcelo Santos Silva;
  • José Carlos de Melo;
  • e Carlos Frederico Loretti da Silveira (Kiko).

Ver mais:

>> Governador Wilson Witzel é afastado do cargo e Pastor Everaldo, presidente do PSC, é preso

>> Toffoli nega recurso e mantém Witzel afastado do gestão estadual do Rio

>> STJ mantém afastamento de Witzel do governo do Rio

Defesa

O governador afirmou, por meio de nota, que a denúncia pretende atingi-lo politicamente.

“Reafirmo minha idoneidade e desafio quem quer que seja a comprovar um centavo que não esteja declarado no meu Imposto de Renda, fruto do meu trabalho e compatível com a minha realidade financeira. Todo o meu patrimônio se resume à minha casa, no Grajaú, não tendo qualquer sinal exterior de riqueza que minimamente possa corroborar essa mentira. O único dinheiro ilícito encontrado, até agora, estava com o ex-secretário Edmar Santos”, declarou.

A defesa do Pastor Everaldo afirmou que não teve acesso à íntegra da investigação e da delação que embasaram sua prisão, ocorrida há 20 dias.

“A defesa informa que a nova de denúncia não está juntada aos autos processo e que não comentará trechos de processo que corre em segredo de Justiça. O Pastor Everaldo, que sempre esteve à disposição das autoridades, reitera sua confiança na Justiça e na sua libertação”, informaram, por nota, os advogados do líder do PSC.

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