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Túlio Gadêlha é afastado do comando do PDT no Recife após insistir na própria candidatura

Ontem (14), Gadêlha convocou a imprensa para declarar que se manteria na disputa como candidato pelo PDT.

Túlio Gadêlha é afastado do comando do PDT no Recife após insistir na própria candidatura

Túlio Gadelha contrariou o PDT depois de anunciar que se manteria na disputa. Foto/Reprodução

Publicado em 15 de setembro de 2020 - 08:47

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A direção nacional do PDT decidiu retirar o deputado federal Túlio Gadêlha (PDT) da presidência da sigla no Recife, depois de o parlamentar contrariar o partido e insistir na própria candidatura. Ontem (14), ele anunciou que se manteria na disputa pela prefeitura do Recife, mesmo o PDT já tendo afirmado o apoio a João Campos (PSB) nas eleições. O ato de desobediência, fez o presidente da legenda, Carlos Lupi, substituir Gadêlha pelo deputado federal Wolney Queiroz.

A determinação de Lupi foi dada nesta segunda-feira (14) e já foi homologada. Segundo o líder nacional do partido, Gadêlha quis sair como “vítima”.

“Ele (Túlio) está querendo sair como vítima. O que ele não é. A decisão já foi tomada, e ele que assuma a consequência de seus atos”, afirmou. A decisão a qual Lupi se refere é a da chapa com o PSB – Isabella de Roldão (PDT) foi indicada vice de João Campos.

Ontem à tarde, em coletiva de imprensa, Túlio Gadêlha declarou que não abriu mão da candidatura. “Nós não abrimos mão de apresentar uma proposta para o Recife”.

Parceria entre PDT e PSB já está presentes em oito capitais

Os partidos do PDT e o PSB firmaram alianças em oito capitais para as eleições municipais, em uma parceria que deve se estender até 2022. Isso porque, com a retirada de algumas pré-candidaturas por parte do PDT, fará os socialistas apoiarem o ex-ministro Ciro Gomes nas eleições presidenciais em 2022.

Em 2018, um acordo parecido, desta vez com o PT, fez o Partido dos Trabalhadores ‘rifar’ a candidatura de Marília Arraes do Governo de Pernambuco, por um apoio do PSB a candidatura de Fernando Haddad à presidência.

Além do Recife, as alianças incluem candidaturas em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Rio Branco, Fortaleza, Goiânia e Maceió.

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, disse que a união representa um “projeto nacional em desenvolvimento do país”.

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