Investigação

Pros é alvo de operação da Polícia Federal por desvio de recursos

Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra uma candidata a deputada estadual nas eleições de 2018 que recebeu repasse de R$ 274 mil do Fundo Eleitoral.

Pros é alvo de operação da Polícia Federal por desvio de recursos

Mandados foram cumpridos na sede estadual do Pros — Foto: Letícia Lima/SVM

Publicado em 14 de setembro de 2020 - 12:26

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A Polícia Federal cumpre oito mandados de busca e apreensão no Ceará, na Operação Spectrum, que apura possível desvio de recursos do Fundo Eleitoral nas eleições de 2018, na sede estadual do Partido Republicano da Ordem Social (Pros), em um escritório de contabilidade, em uma empresa gráfica, em um posto de gasolina e nas residências da investigada e dos proprietários das empresas.

O principal alvo da ação é uma candidata à deputada estadual no último pleito que recebeu repasse de R$ 274 mil, mas obteve apenas 47 votos. O custo estimado de cada voto é de R$ 5.844,50, o que representa, segundo a PF, cerca de 547,65% a mais que o custo médio do voto de todos os candidatos do mesmo partido. 

O nome da candidata e o partido não foram divulgados. As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Eleitoral do Ceará. O Pros é comandado no Estado pelo deputado federal Capitão Wagner, candidato à Prefeitura de Fortaleza neste ano.

Segundo a PF, em levantamentos iniciais realizados nos dados disponíveis nos sistemas de prestação de contas dos candidatos disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e outros sistemas de dados de acesso da PF, foi constatado que o valor repassado à candidata em muito superou as quantias que foram destinadas a outros candidatos do mesmo partido, inclusive dos que foram eleitos pela mesma legenda.

“A Operação tem por objetivo a coleta de mais provas e dados, inclusive identificação dos responsáveis pela possível fraude contra o Fundo Eleitoral, da verba destinada às candidaturas das mulheres”, explicou a assessoria da Polícia Federal, em nota.

Os fatos, caso confirmados, podem configurar o crime capitulado no Art. 354-A do Código Eleitoral, que implica em pena de reclusão de dois a seis anos e multa. Até o presente momento, o Partido Republicano da Ordem Social (Pros), não se posicionou sobre o assunto.

Agência Brasil

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