Inquérito

Polícia Federal aponta ‘evidências robustas’ em caixa 2 de Renan Calheiros

De acordo com o relatório, Renan recebeu doações irregulares da Odebrecht avaliadas em R$ 500 mil.

Polícia Federal aponta ‘evidências robustas’ em caixa 2 de Renan Calheiros

Senador Renan Calheiros (MDB-AL) — Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Publicado em 14 de setembro de 2020 - 14:46

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A Polícia Federal concluiu um inquérito sobre caso do senador Renan Calheiros (MDB-AL) e apontou ‘evidências robustas’ no crime de caixa 2, no qual o parlamentar teria recebido doações irregulares da Odebrecht. O relatório da investigação foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo os investigadores, Renan recebeu R$ 500 mil em doações do grupo para campanha eleitoral de 2010, o que configura como crime de caixa 2.

“Há elementos concretos e relevantes no sentido da existência de materialidade e autoria dos crimes investigados no presente inquérito, encontrando-se presentes indícios suficientes de que o senador José Renan Vasconcelos Calheiros cometeu o crime previsto no art: 350 do Código Eleitoral, na modalidade caixa 2″, concluiu a delegada da PF Rejane Nowicki.

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O relatório do inquérito é do dia 18 de agosto e também aponta que Renan cometeu crime de falsidade eleitoral.

“É possível afirmar que o Senador Renan Calheiros solicitou, recebeu e omitiu de sua prestação de contas eleitoral doação eleitoral não-oficial, no valor de R$ 500 mil provenientes do Grupo Odebrecht recebida via caixa 2, através do Setor de Operações Estruturadas da empresa”, registra a delegada no documento.

Após análise do STF, que tem como relator o ministro Marco Aurélio, o relatório será enviado à Procuradoria Geral da República (PGR) que decidirá o que fará com as informações colhidas pela PF. A defesa de Renan afirmou que ainda não teve acesso ao resultado do inquérito.

O inquérito que foi concluído pela Polícia Federal foi aberto em 2017 a pedido da Procuradoria-Geral da República e por ordem do ministro Edson Fachin. A investigação teve como base delação de executivos da Odebrecht que procediam sobre o suposto pagamento de propinas ao senador Fernando Bezerra Coelho, Renan Calheiros, o filho, Renan Filho, além de outros funcionários públicos que faziam parte da administração estadual de Alagoas.

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