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Eleições 2020: Parceria entre PDT e PSB já está presentes em oito capitais

Uma das dobradinhas foi no Recife, onde o PDT retirou a pré-candidatura do deputado Túlio Gadêlha para apoiar o socialista João Campos.

Eleições 2020: Parceria entre PDT e PSB já está presentes em oito capitais

Os presidentes do PSB, Carlos Siqueira e do PDT, Carlos Lupi/ Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil/ Humberto Pradera

Publicado em 14 de setembro de 2020 - 13:56

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Os partidos do PDT e o PSB firmaram alianças em oito capitais para as eleições municipais, em uma parceria que deve se estender até 2022. Isso porque, com a retirada de algumas pré-candidaturas por parte do PDT, fará os socialistas apoiarem o ex-ministro Ciro Gomes nas eleições presidenciais em 2022.

Em 2018, um acordo parecido, desta vez com o PT, fez o Partido dos Trabalhadores ‘rifar’ a candidatura de Marília Arraes do Governo de Pernambuco, por um apoio do PSB a candidatura de Fernando Haddad à presidência.

Além do Recife, as alianças incluem candidaturas em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Rio Branco, Fortaleza, Goiânia e Maceió.

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, disse que a união representa um “projeto nacional em desenvolvimento do país”.

“PSB e PDT fecharam chapas em capitais importantes, como em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Fortaleza, Porto Alegre, Goiânia, Rio Branco e Maceió e outras dezenas de cidades. É a união de democratas e trabalhistas para um projeto nacional de desenvolvimento do país”, disse o presidente do PSB.

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Com a parceria entre os partidos, outro grande da esquerda está ficando de fora. Isso porque, enquanto o PDT não vai fechar aliança com petistas em nenhuma das 26 capitais, o PSB deve aliar-se aos petistas apenas em Salvador.

Principal reduto do PSB, Recife foi palco de uma das negociações mais delicadas. Após estimular a candidatura do deputado federal Túlio Gadêlha de maneira enfática até as vésperas das convenções partidárias, a direção nacional do PDT resolveu retirá-lo da disputa nesta sexta-feira (11) e apoiar o nome de João Campos (PSB) na capital pernambucana.

Ao comunicar sua saída, Túlio Gadêlha, que é crítico à gestão do PSB no Recife, foi direto ao assunto. Informou que o PSB nacional avisou que deixaria de apoiar os pedetistas em 40 municípios de médio e grande porte se a sigla resolvesse disputar o Recife, capital com peso histórico para os pessebistas.

“Essa foi a informação que o presidente Carlos Lupi [PDT] nos trouxe e pediu compreensão desta direção municipal do partido”, disse Gadêlha.

Os presidentes dos dois partidos negam a ameaça e dizem que a retirada da candidatura no Recife se deu de forma consensual.

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