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Kajuru defende investigações da Lava Toga: “É preciso investigar urgente”

No ano passado, Kajuru assinou a terceira tentativa de instalar uma CPI da Lava Toga no Senado, mas a tentativa foi engavetada pelo presidente do Senado.

Kajuru defende investigações da Lava Toga: “É preciso investigar urgente”

Deputado federal Alexandre kajuru. Foto: Agência Senado

Publicado em 11 de setembro de 2020 - 13:54

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O senador Jorge Kajuru (Cidadania), disse em entrevista ao Antagonista que “é preciso investigar urgente” e defendeu a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Lava Toga, que investiga a atuação de tribunais superiores.

“É preciso investigar urgente, sem rancor e com independência”, disse o senador Jorge Kajuru.

No ano passado, Kajuru assinou a terceira tentativa de instalar uma CPI da Lava Toga no Senado, mas a tentativa foi engavetada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que ainda busca um aval jurídico para a sua reeleição, já que precisa do STF para acatar a tentativa de reeleição, o que atualmente não é aceito.

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Ao falar sobre o presidente do Senado, Kajuru disse que “enquanto Alcolumbre for o presidente, o Senado não fará CPI nem sequer  de circo”.

De acordo com a Crusoé, as planilhas secretas da OAS, os procuradores da Lava Jato encontraram o registro de um repasse contabilizado como “reforma casa Dias Toffoli”. Isso confirma o relato do dono da OAS, Léo Pinheiro, que foi engavetado pela PGR.

Ainda de acordo com a Crusoé, um depoimento no qual, por quase quatro horas, dois dos integrantes da equipe da Lava Jato, autorizados pelo ministro Edson Fachin, ouviram Marcelo Odebrecht sobre os arquivos relacionados a Dias Toffoli.

Lava Toga

O objetivo é investigar eventuais irregularidades nos tribunais superiores e o que chamam de “ativismo judicial”, expressão que se refere a uma interferência do Judiciário nos demais Poderes.

No requerimento do senador Alessandro Vieira (Cidadania-ES) restringiu o escopo de investigação. O pedido apresentado em março listava 13 pontos, incluindo a atuação dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes e Dias Toffoli, presidente da Corte, em julgamentos específicos.

Desta vez, o parlamentar  apontou como motivo da comissão a instalação de um inquérito pelo STF para apurar ataques à Corte, conhecido como “inquérito das fakes news”.

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