Sentença

Lava Jato: Eduardo Cunha é condenado a 15 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Cunha é acusado de receber $ 1,5 milhão em propina em contratos na Petrobras.

Lava Jato: Eduardo Cunha é condenado a 15 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Ex-presidente da Câmara Lula Marques/Agência PT

Publicado em 10 de setembro de 2020 - 12:58

Por

Alvo da Lava Jato, o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha foi condenado nesta quarta-feira (9) a 15 anos e 11 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A sentença foi expedida pelo juiz Luiz Antônio Bonat, magistrado responsável por julgar crimes da Lava Jato no Paraná.

Eduardo Cunha é acusado de receber $ 1,5 milhão em propina em contratos de fornecimento de 2 navios-sondas da Petrobras. Na sentença, Bonat também determinou o confisco de quatro carros do ex-deputado para que os valores sejam revertidos à Petrobras.

Em nota, a defesa de Cunha afirmou que sentença “trata-se de uma sentença teratológica, servil a uma visão punitivista, cruel e decadente de criminalização da política”. Ele cumpre prisão domiciliar desde março deste ano, em razão da pandemia do coronavírus. Cunha tem duas outras condenações: uma de 24 anos e 10 meses de reclusão, expedida pela 10ª Vara Federal de Brasília, e outra do Paraná a 14 anos e 6 meses de prisão. Sobre a nova sentença, a defesa de Cunha ainda poderá recorrer.

Operação na Federação do Comércio do Rio

Policiais federais e integrantes do Ministério Público Federal (MPF) cumprem hoje (9) 50 mandados de busca e apreensão contra acusados de desvios de R$ 355 milhões na Federação do Comércio do Rio (Fecomércio/RJ) e nas seções fluminenses do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço de Aprendizagem Comercial (Senac). Os alvos são pessoas, escritórios de empresas e de advocacia. Mandados são fruto da Força Tarefa da Lava Jato.

A Operação E$quema, um desdobramento da Operação Lava Jato, começou a partir da Operação Jabuti, de 2018, e também usa informações de delação premiada do ex-presidente da Fecomércio/RJ Orlando Diniz.

De acordo com o MPF, dos R$ 355 milhões gastos a pretexto de serviços advocatícios supostamente prestados à entidade, entre 2012 e 2018, ao menos R$ 151 milhões foram desviados em esquema que envolveria Diniz, Marcelo Almeida, Roberto Teixeira, Cristiano Zanin, Fernando Hargreaves, Vladimir Spíndola, Ana Tereza Basílio, José Roberto Sampaio, Eduardo Martins, Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo. Os 11 foram denunciados por organização criminosa.

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com