Investigação

Operação investiga fraudes em merenda e videoaulas no Distrito Federal

A operação cumpre 26 mandados de busca e apreensão.

Operação investiga fraudes em merenda e videoaulas no Distrito Federal

A Polícia apura Um suposto esquema criminoso para o favorecimento de empresas em contratos para merenda escolar e a produção de videoaulas. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Publicado em 9 de setembro de 2020 - 14:17

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Um suposto esquema criminoso para o favorecimento de empresas em contratos para merenda escolar e a produção de videoaulas, realizados pela Secretaria de Educação do Distrito Federal, são alvo de duas operações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta quarta-feira (9). A investigação faz parte da operação Self-Service e da operação Fames.

A operação cumpre 26 mandados de busca e apreensão. As investigações do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e da Polícia Civil apontam para diversas práticas delituosas como um possível conluio de grandes empresários do ramo alimentício para fraudar licitações referentes à alimentação escolar. Também está sob investigação o direcionamento do edital de licitação referente a denominada terceirização da merenda para empresas pré-determinadas, irregularidades na contratação de produção de videoaulas e ainda a alteração de parâmetros nutricionais de proteína, sem nenhuma justificativa, beneficiando diretamente os fornecedores.

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São Paulo e Piauí

Além de Brasília, os alvos são dos estados de São Paulo e Piauí. A investigação A operação Fames já está na segunda fase. Ambas são coordenadas pela Divisão Especial de Repressão à Corrupção da (Cecor), em parceria com o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) e com a Controladoria-Gdos de busca e apreensão estão sendo cumpridos em órgãos públicos, em residências de servidores e ex-servidores, além de empresas envolvidas nas licitações.

Segundo a Polícia Civil do DF, o termo Fames é uma referência à deusa da fome, da mitologia romana, por causa das irregularidades nos contratos do ramo alimentício. Já o termo Self Service, que em tradução livre significa autosserviço, foi escolhido pelo fato dos suspeitos atenderem interesses privados.

A Secretaria de Educação do DF ainda não se manifestou sobre o caso.

Agência Brasil

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