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Rede Globo vai recorrer na Justiça da proibição no caso Flávio Bolsonaro

A informação foi divulgada no Jornal Nacional neste sábado (5).

Rede Globo vai recorrer na Justiça da proibição no caso Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro e Rede Globo/ Foto: Divulgação

Publicado em 6 de setembro de 2020 - 09:22

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A Rede Globo informou no sábado (5) que recorrerá à decisão da Justiça do Rio de Janeiro que a proibiu de exibir documentos sigilosos em suas reportagens sobre as investigações contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). A decisão atendeu a pedido da defesa de Flávio.

“A Globo respeita ordens judiciais mas lamenta este cerceamento da liberdade de informação, uma vez que a investigação em questão é de interesse de toda a sociedade. A Globo recorrerá da decisão assim que for notificada”, disse em nota.

Deputado estadual de 2007 a 2018, o filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro é investigado por suposta participação em esquema de “rachadinhas” no seu antigo gabinete na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

Nas últimas semanas, o Jornal Nacional trouxe detalhes sobre as investigações do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) contra Flávio.

O principal telejornal da Globo mostrou, por exemplo, que a loja de chocolates que tem o senador como sócio recebeu 1.512 depósitos em dinheiro no período de 2015 a 2018. Depois, mostrou que Flávio Bolsonaro fez saques nas mesmas datas em que a loja recebeu os valores.

No Facebook, Flávio Bolsonaro comemorou a decisão e disse que não tem nada a esconder.

O senador disse que a decisão da 1ª Instância visa a evitar o que chamou de “narrativas que parte da imprensa inventa para desgastar” à sua imagem e à do presidente Bolsonaro.

“Não tenho nada a esconder e expliquei tudo nos autos, mas as narrativas que parte da imprensa inventa para desgatar minha imagem e a do presidente Jair Messias Bolsonaro são criminosas. Juíza entendeu que isso é altamente lesivo à minha defesa. Querer atribuir a mim conduta ilícita, sem o devido processo legal, configura ofensa passível, inclusive, de reparação“, continuou o senador em sua página no facebook.

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