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Brasil cancela status diplomático de enviados da ditadura de Maduro

O governo Jair Bolsonaro declarou como “persona non grata”, os diplomatas venezuelanos que representam a ditadura de Maduro no Brasil.

Brasil cancela status diplomático de enviados da ditadura de Maduro

O presidente do Brasil Jair Bolsonaro e o presidente da Venezuela Nicólas Maduro/ Foto: Divulgação/ Yuri Cortez/ AFP

Publicado em 6 de setembro de 2020 - 09:51

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O governo brasileiro declarou na sexta-feira (4) o status de “personae non gratae”, os diplomatas da Venezuela que representam a ditadura de Nicolás Maduro no Brasil.

O Ministério das Relações Exteriores afirmou que comunicou ao corpo diplomático, consular e administrativo da Venezuela que eles deixaram de ser bem-vindos em território brasileiro.

Na prática, os funcionários de Maduro podem permanecer no Brasil, mas perdem o status diplomático ou consular, além de imunidades e privilégios garantidos internacionalmente, de acordo com a rádio Jovem Pan.

Em nota à imprensa, o Itamaraty informou que o status de “persona non grata não equivale à expulsão ou qualquer outra medida de retirada compulsória dos venezuelanos do território nacional”.

Os brasileiros na Venezuela passaram a ser orientados a procurar apoio na Colômbia. Os diplomatas e funcionários brasileiros foram removidos de volta e os contratados localmente, dispensados.

Há meses a embaixadora enviada por Guaidó a Brasília, Maria Teresa Belandria, cobrava do governo Bolsonaro uma ação mais incisiva contra os diplomatas enviados por Maduro.

Veja a seguir os principais fatos que contribuíram para que a situação na Venezuela chegasse ao nível atual:

  • Em 2002, Hugo Chávez sofre tentativa de golpe e endurece discurso contra oposição.
  • Chávez amplia o número de juízes da Corte Suprema e assume controle do Judiciário.
  • Manifestações ganham as ruas e são duramente reprimidas; líderes de oposição são presos.
  • Alguns meses antes da morte de Chávez, em 2012, Maduro se torna presidente interino. Ele venceu eleições em 2013.
  • Sem referendo prévio, Maduro convoca em 2017 uma Assembleia Constituinte que assume o Poder Legislativo.
  • Eleições são adiadas e antecipadas repetidamente e oposicionistas são proibidos de disputar pleitos.
  • Maduro é reeleito em 2018 em uma votação acusada de fraude e com resultado não reconhecido por parte da comunidade internacional.
  • Presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó se declara presidente interino e é reconhecido por diversos países.
  • Países atendem pedido de Guaidó para distribuir ajuda humanitária, mas Maduro proíbe entrada de doações no país e fecha fronteiras com Brasil e Colômbia.
  • Guaidó anuncia que se reuniu com os principais membros das Forças Armadas e diz que irá terminar a “usurpação”, levando a nova onda de protestos e confrontos.
  • Maduro acusou a oposição de querer criar uma guerra civil e fez uma marcha junto da Força Armada Nacional Bolivariana para reafirmar o apoio que diz ter dos militares.

 

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