Paralisação

Protesto de motoristas da Caxangá provoca paralisação no Grande Recife

Empresa transporta cerca de 80 mil pessoas, diariamente, em Olinda e no Recife.

Os motoristas e cobradores da empresa Caxangá paralisaram suas atividades e os ônibus não saíram das garagens na manhã desta sexta-feira (4), provocando que passageiros de Olinda e do Recife atendidos por 48 linhas enfrentaram dificuldades.

Nenhum dos 231 veículos programados havia saído da garagem, de acordo com o Grande Recife Consórcio de Transporte. Em nota, o consórcio apontou que a paralisação afetou diretamente 80 mil passageiros e a operação nos terminais Xambá, PE-15 e Rio Doce, em Olinda, e Largo da Paz e Joana Bezerra, na capital pernambucana.

Ainda de acordo com o Grande Recife, outras empresas foram acionadas para auxiliar a minimizar os transtornos.

O Sindicato dos Rodoviários afirmou que o protesto é devido a demissões por parte da empresa, classificadas como “abusivas” pelos trabalhadores.

“Venho tratando com a empresa as demissões que eles têm praticado. Mesmo com a estabilidade da medida provisória [de redução de jornada e suspensão de contratos], eles demitem e não querem pagar integralmente a rescisão dos trabalhadores”, declarou o presidente do sindicato, Aldo Lima.

Demissões

Os rodoviários começaram a ser demitidos pelas empresas de ônibus que operam o transporte por ônibus da Região Metropolitana do Recife (STPP/RMR) devido à vertiginosa queda de demanda de passageiros provocada pela pandemia do coronavírus.

Duzentos profissionais foram demitidos entre a segunda-feira (30/3) e a manhã desta terça (31/3) da empresa Transcol, que opera na Zona Norte da capital. A expectativa é de que pelo menos 60% do quadro de profissionais do sistema percam os empregos ainda este mês.

A categoria está desesperada e pediu ao Governo do Estado que se envolva no processo e que não assuma, como em anos anteriores, uma postura de isenção diante das demissões.

São motoristas, cobradores, fiscais e mecânicos afastados das funções porque as empresas de ônibus alegam não ter como manter o quadro com uma queda de demanda entre 74% e 75%, e tendo que manter parte da frota de coletivos nas ruas por ser um serviço essencial.

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