Reeleição

Com gestão marcada por operação policial e bloqueio de bens, Bruno Pereira tenta reeleição em São Lourenço

Ao longo dos quatro anos de mandato, Bruno já foi alvo de inquéritos policias, sendo até afastado do cargo por suspeita de desvio de bens e recursos públicos.

Com mandato marcado por afastamento e operações policiais na sede da Prefeitura, prefeito Bruno Pereira tenta seguir na gestão em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife (RMR).

Nove meses após vencer as eleições municipais de 2016, a gestão de Bruno Pereira (PTB) foi alvo da Operação Tupinambá, deflagrada em 26 de setembro de 2017 pela Delegacia de Combate aos Crimes contra a Administração e Serviços Públicos (Decasp).

A Operação investigava supostos desvios de bens e recursos públicos na gestão da Prefeitura de São Lourenço da Mata, e culminou no afastamento do atual mandatário.

Pereira passou cerca de quatro meses proibido de ter acesso à administração municipal, e retornou ao cargo depois esse período. Em 2019, o prefeito se tornou réu na ação que investiga as supostas irregularidades e teve seus bens bloqueados pela Justiça, após um pedido do Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

De acordo com o órgão, o prefeito teria participado de um esquema de corrupção que desviou mais de R$ 20 milhões dos cofres públicos.

Na ocasião, a então responsável pela Operação Tupinambá, e titular da extinta Decasp, delegada Patrícia Domingos, afirmou nas suas redes sociais que Bruno Pereira “deveria estar preso”.

“Eu acho que os bens apreendidos dele são pouco, ele deveria estar preso. Se ele assistir essa live depois ele sabe que a investigação foi deita por mim. Então, eu acho que ele deveria estar na cadeia”, disse.

Bruno Pereira tem uma elevada taxa de rejeição, sendo considerado um dos piores prefeitos da história de São Lourenço da Mata. Constantemente a população é surpreendida por boatos de uma possível prisão do gestor.

Gestão tem suspensão de contrato e não pagamento de salários

O desgaste político não é ocasionado apenas pelos inquéritos policiais. Recentemente, a atual gestão foi acusada pelo Sindicato Único dos Profissionais do Magistério Público das Redes Municipais de Ensino no Estado de Pernambuco (SINDUPROM) de descumprir a Lei do Piso Salarial dos professores da Rede Municipal de Ensino.

De acordo com a categoria, o prefeito Bruno Pereira não cumpriu com o pagamento do piso salarial aos professores efetivos e aposentados, além de não ter efetuado o pagamento dos contratados nos meses de abril e maio, reduzindo o valor dos vencimentos dos profissionais da educação junho e julho.

No último mês de abril, a Juíza Marinês Marques Viana, da 1ª Vara Cível de São Lourenço da Mata, determinou o “pagamento das gratificações previstas no Estatuto do Magistério – Lei nº19828/98, quais seja, gratificação do pó de giz e difícil acesso, além do auxílio alimentação (Lei nº2672/2019), tendo como referência a folha de pagamento do mês de março/2020, e ainda o vale-transporte, este a ser restabelecido quando da volta às aulas presenciais, ainda DETERMINANDO ao impetrado que sejam observados os critérios de progressão na carreira do magistério, sem os respectivos efeitos financeiros no momento, em razão de implicar em aumento de despesas”.

Atualmente, Bruno Pereira disputa a preferência do eleitorado contra o filho do ex-prefeito Ettore Labanca, Vinicius Labanca.

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