Reconheceu

Barroso afirma que lamenta ter dito que Bolsonaro defende a ditadura

Em entrevista, ministro do TSE admitiu que errou ao fazer a declaração.

Em entrevista concedida à live do blog de Magno Martins, o presidente do Tribunal Eleitoral (TSE), o ministro Luís Roberto Barroso, comentou sobre a repercussão da sua fala em relação a Bolsonaro ser defensor da ditadura militar.  Ele admitiu ter errado em fazer tal colocação e acrescentou que a declaração foi proferida em um evento acadêmico fechado, mas que se surpreendeu ao ver os veículos de imprensa repercutir a crítica.

“Um dos meus deveres como juiz é não ter lado. Juiz tem de ser de centro. O que me liberta é que só faço o que eu acho certo. Sirvo o bem e não tenho nenhum interesse nessa vida. A vida me deu tudo o que eu queria. Se participo de um evento em que se fala em tensão na democracia eu não poderia deixar de dizer que houve uma manifestação em frente a um quartel em que se pediu o fechamento do Congresso e do Supremo. Foi uma pena o que aconteceu e lamento. Porém, o fato aconteceu e a gente tem de assumir o que faz na vida”, explicou.

Barroso destacou que jamais teria feito a declaração se fosse em um evento público, o que não era o caso. Na ocasião, o ministro disse que o Brasil tem “um presidente que defende a ditadura e a tortura e ninguém jamais considerou alguma solução diferente do respeito à igualdade constitucional”. O posicionamento de Barroso gerou polêmica entre os apoiadores do presidente.

Tempos difíceis para a democracia brasileira

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, disse em transmissão ao vivo promovida pela Fundação FHC, que o presidente Jair Bolsonaro defende a tortura e a ditadura militar. Ele destacou que apesar dos ataques de Bolsonaro, a sociedade e as instituições democráticas têm sido resilientes no combate aos discursos antidemocráticos.

“Temos um presidente que defende a ditadura e a tortura e ninguém jamais considerou alguma solução diferente do respeito à igualdade constitucional”, declarou.

Para Barroso, Bolsonaro já se manifestou de forma autoritária, assim como muitos dos seus apoiadores.

“Em face de manifestações autoritárias, tanto pelo presidente ou por pessoas próximas a ele, inclusive evocando a época da ditadura militar, a sociedade civil reagiu a isto com vigor, condenando os ataques às instituições e levando os autores destes ataques a retirarem-nos. Ou seja, a reação brasileira àquilo que ela viu como ameaças, nem que apenas retóricas, levou a reações muito vigorosas”, analisou.

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