Comunicado

“Infelizmente, Recife está criando fama de capital do aborto” diz Dom Fernando em novo pronunciamento

O arcebispo de Olinda e Recife gravou outro vídeo reafirmando ser contra o aborto ocorrido na menina de 10 anos e sim à Vida; “Observa os mandamentos”, e destaca entre eles: “Não matarás”.

Depois da confirmação do aborto na menina de 10 anos de idade que ocorreu na noite de domingo, dia 16 de agosto,  no Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), no bairro da Encruzilhada, no Recife, após engravidar vítima de estupro cometido pelo próprio tio, o arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, fez um novo vídeo, nesta segunda-feira, dia 17 de agosto, e usou o evangelho de Mateus, em que Jesus é questionado sobre o que se deve fazer de bom para possuir a vida eterna. A resposta é: “Observa os mandamentos”, e destaca entre eles: “Não matarás”.

Desta forma, Dom Fernando reafirma o posicionamento da igreja católica contra a prática do aborto e sim à Vida. No entendimento o líder religioso, tudo foi realizado às pressas, em dia de domingo, onde segundo ele, com dificuldade de articulação, além das informações desencontradas. E destaque que seguindo o mandamento apresentado por Jesus, no texto acima, foi mais uma vez desrespeitado.

Como Arcebispo de Olinda e Recife, não posso calar diante desse fato. Se grave foi a violência do tio que vinha abusando de uma criança indefesa, culminando com violento estupro, gravíssimo foi o aborto realizado em Recife, quando todo o esforço deveria ser voltado para a defesa das duas crianças, mãe e filha. Infelizmente, Recife está criando fama de “capital do aborto” e precisamos “combater o bom combate” para mudar essa triste fama. Solidarizo-me com as tantas vozes que se levantaram contra esse vergonhoso e lamentável acontecimento.

Dom Fernando ressaltou a questão da pandemia e lembrou os exemplos dos profissionais da saúde que arriscam a própria vida para salvar as vítimas da Covid-19.

Neste tempo de pandemia, tantos profissionais da saúde têm encantado o mundo e recebido homenagens, por conta de sua luta na defesa da vida das vítimas da Covid-19, chegando alguns deles a falecerem. Por outro lado, decepciona-nos perceber que ainda existam profissionais da saúde que se prestam à prática do aborto. Este ato, mesmo com autorização judicial, não deve ser feito por uma pessoa de fé ou até incrédula consciente, por uma questão de respeito à Lei de Deus ou simplesmente por princípio ético, baseado no valor inviolável da vida.

Acompanhe a nota na íntegra:

Nesta segunda-feira, 17 de agosto, o evangelho de Mateus, capítulo 19, nos apresenta Jesus sendo questionado sobre o que se deve fazer de bom para possuir a vida eterna. Sua resposta é clara: “Observa os mandamentos”, e destaca entre eles: “Não matarás”.

O lamentável caso da criança de São Mateus, município situado a 215 km de Vitória do Espírito Santo, encaminhada pela justiça capixaba para o Centro Integrado de Saúde Amauri de Medeiros – CISAM, no Recife, terminou com a morte da menina de 5 meses. Tudo realizado às pressas, em dia de domingo com dificuldade de articulação, além das informações desencontradas. Conclusão: o mandamento destacado por Jesus, no texto acima, foi mais uma vez desrespeitado.

Como Arcebispo de Olinda e Recife, não posso calar diante desse fato. Se grave foi a violência do tio que vinha abusando de uma criança indefesa, culminando com violento estupro, gravíssimo foi o aborto realizado em Recife, quando todo o esforço deveria ser voltado para a defesa das duas crianças, mãe e filha. Infelizmente, Recife está criando fama de “capital do aborto” e precisamos “combater o bom combate” para mudar essa triste fama.

Solidarizo-me com as tantas vozes que se levantaram contra esse vergonhoso e lamentável  acontecimento. Neste tempo de pandemia, tantos profissionais da saúde têm encantado o mundo e recebido homenagens, por conta de sua luta na defesa da vida das vítimas da Covid-19, chegando alguns deles a falecerem. Por outro lado, decepciona-nos perceber que ainda existam profissionais da saúde que se prestam à prática do aborto. Este ato, mesmo com autorização judicial, não deve ser feito por uma pessoa de fé ou até incrédula consciente, por uma questão de respeito à Lei de Deus ou simplesmente por princípio ético, baseado no valor inviolável da vida.

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos dê força para defender a vida, dom de Deus que somente Ele poderá tirar.

Recife, 17 de agosto de 2020.

Manifestos

As manifestações contra o aborto autorizado pela Justiça teve a presença da deputada estadual Clarissa  Tércio (PSC), o também deputado estadual Joel da Harpa (PP), o casal de políticos; deputado estadual Cleiton Collins e a vereadora Michelle Collins, ambos do PP, além da presença do vereador do Recife, Renato Antunes (PSC) e a ex-deputada estadual Terezinha Nunes (MDB) – todos ligados a religião Cristã, alguns evangélicos e católicos.

Por outro lado e a favor do procedimento na garota, Carol Virgolino, codeputada do Juntas, acompanhada de representantes de entidades de defesa da mulher fizeram ato para que a determinação da Justiça seja respeitado.

Entenda

O caso aconteceu na cidade de São Mateus, no Norte do Espírito Santo, a 215 quilômetros de Vitória, capital do Estado. A Justiça Capixaba autorizou o procedimento na última sexta-feira (14/8) e a criança foi transferida para realizá-lo no Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), no Recife.

A jovem teve o atendimento negado na unidade de referência do Estado onde reside, apesar de a legislação prever a interrupção da gravidez em caso de violência sexual, e, por esse motivo, precisou vir a Pernambuco para realizar a interrupção da gravidez.

A menina chegou ao Cisam por volta das 16h do domingo, dia 16 de agosto. Pouco depois de uma hora, o óbito fetal já havia sido induzido, através de medicamentos. Segundo o médico Olímpio Barbosa, diretor da unidade de saúde, o processo de expulsão do feto leva de 12h a 24h. O diretor do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros, disse que foi contactado após a decisão da Justiça.

Ainda de acordo com o médico, a criança passa bem e pode ter alta na terça-feira (18). O procedimento foi feito através do uso de medicamentos que levaram o feto ao óbito e que devem acelerar o processo de expulsão dos vestígios do corpo da criança. Moraes ainda afirmou que a menina começou a ter contrações na manhã desta segunda-feira e que, por “não haver literatura suficente sobre como o corpo de uma menina de dez anos reage nessas ocasiões”, não se sabe ao certo como será a recuperação da paciente.

Pernambuco

Em nota, a Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES) informou que segue a legislação vigente em relação à interrupção da gravidez (quando não há outro meio de salvar a vida da mulher, quando é resultado de estupro e nos diagnósticos de anencefalia), além dos protocolos do Ministério da Saúde (MS) para a realização do procedimento, oferecendo à vítima assistência emergencial, integral e multidisciplinar.

“Em relação ao caso citado, é importante ressaltar, ainda, que há autorização judicial do Espírito Santo ratificando a interrupção da gestação. É importante reforçar, também, que o Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam-UPE) é referência estadual nesse tipo de procedimento e de acolhimento às vítimas. Por fim, ratifica-se que todos os parâmetros legais estão sendo rigidamente seguidos”, diz o comunicado.

 

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