Recife

Professora é a paciente de número 2.500 curada da Covid-19 nos hospitais de campanha do Recife

Profissionais do Hospital Provisório Recife 2, nos Coelhos, formaram um corredor para celebrar a recuperação da recifense.

Professora é a paciente de número 2.500 curada da Covid-19 nos hospitais de campanha do Recife

Recuperados nos hospitais de campanha do Recife/ Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR

Publicado em 3 de agosto de 2020 - 13:54

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A professora Eliane dos Santos Medeiros, 60 anos, foi a paciente de número 2.500 a ter alta dos hospitais de campanha da Prefeitura do Recife. Os profissionais do Hospital Provisório Recife 2, nos Coelhos, formaram um corredor para celebrar a recuperação de Eliane, nesta sexta-feira (31), dia em que a rede de hospitais de campanha atingiu a marca.

Depois de sete dias de internação entre a UTI e a enfermaria do HPR 2, a professora Eliane não poupou agradecimentos aos profissionais de saúde e das demais áreas que cuidaram dela.

“Fui muito bem atendida e estou muito agradecida a todos os profissionais, desde os serventes, aos médicos e gestores. Para a equipe do hospital desejo muitas felicidades. Todos ajudam a gente no peito e na raça. Não tinha ninguém com má vontade. A equipe foi muito bem preparada”, disse a pedagoga que é asmática e rezava diariamente para se curar e ter a oportunidade de conhecer seu primeiro neto, que está para nascer.

Recuperados nos hospitais de campanha do Recife/ Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR

Em meio ao momento de comemoração, ela fez questão de alertar à população sobre a importância das medidas de prevenção.

“Quero deixar um recado a todos. Isso aqui não é uma brincadeira; é uma guerra. O povo não está acreditando. Essa doença não é brincadeira. Usem máscara, não fiquem juntos de muita gente e cuidem de si e do próximo”, disse a docente, que já superou duas infecções pulmonares.

A recuperação de Eliane foi bastante comemorada entre os profissionais de saúde que estiveram ao lado dela durante seu internamento.

“Ela é uma pessoa muito sensível. Quando chegou, não acreditou que estava com covid, mas ao ver o exame, começou a responder ao tratamento, mesmo sendo asmática. Quando dei a notícia de sua alta, ela não acreditou. Ficou bastante emocionada”, revelou o supervisor de Enfermagem da UTI, Erickson Luan Gomes.

Em anúncio também na sexta, data que marcou a alta 2.500, o prefeito Geraldo Julio agradeceu aos profissionais que ajudaram a construir os sete hospitais e aos que trabalham nas unidades e conseguiram devolver 2.500 pessoas curadas para suas famílias.

“Os nossos hospitais de campanha chegaram a 2.500 altas de pacientes que estiveram internados. Pessoas que precisaram de atendimento hospitalar e foram tratadas em hospitais que não existiam antes da pandemia. Transformamos terrenos, galpões sem uso, em enfermaria e UTIs que estão salvando vidas. Muito mais do que um número, cada pessoa dessa que voltou para casa curada representa muito para sua família, para os seus amigos e para toda a sociedade. Quero agradecer a todos que participaram da construção e da equipagem, e a todos que trabalham no funcionamento desses hospitais de campanha, salvando muitas vidas diariamente”, disse o prefeito.

Recuperados nos hospitais de campanha do Recife/ Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR

Leitos

O Recife foi a capital brasileira que proporcionalmente abriu mais leitos para pacientes como Eliane, com confirmação ou suspeita de covid-19. De acordo com levantamento feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), a capital pernambucana criou 1.155 leitos durante a pandemia, ficando atrás apenas da cidade de São Paulo, que abriu 1.791 leitos.

Levando em conta o número de habitantes, o Recife criou, proporcionalmente, cinco vezes mais leitos para sua população, já que a capital pernambucana tem 1,6 milhão de habitantes e a capital paulista tem mais de 12,2 milhões de habitantes.

De acordo com análises feitas pela Prefeitura do Recife a partir dos dados disponibilizados no site oficial do CFM (www.portal.cfm.org.br), a capital pernambucana criou 70 leitos de covid-19 para cada 100 mil habitantes, enquanto São Paulo abriu 14 leitos de covid para cada 100 mil habitantes.

Recuperados nos hospitais de campanha do Recife/ Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR

Somente a Prefeitura do Recife abriu cerca de mil leitos nos últimos meses (mais de 700 de enfermaria e mais de 300 de UTI), já tendo desativado 300 enfermarias por acumular mais de dois meses de queda nos indicadores da pandemia. Na capital, também foram abertos leitos de covid-19 pelo Governo do Estado, sem contar os leitos da rede privada, não contabilizados pelo estudo.

A gestão municipal ergueu sete hospitais de campanha e ainda abriu leitos de covid-19 em outras duas unidades de saúde. Atualmente, a rede municipal tem 724 leitos em funcionamento, sendo 342 de UTI e 382 de enfermaria. Essa estrutura já propiciou mais de 13.500 atendimentos e mais de cinco mil internações.

Tamanho esforço da rede municipal ainda permitiu que a rede hospitalar do Recife ajudasse outras cidades pernambucanas. Prova disso é que, nesta semana, mais de 70% dos pacientes internados com covid nas UTIs municipais são de fora do Recife. A análise do CFM também mostra que Pernambuco é o segundo estado brasileiro em ampliação da rede hospitalar na pandemia.

Atenção básica

Além da rede de hospitais de campanha, a Prefeitura do Recife também salvou vidas em outra frente: a rede de Atenção Básica à Saúde, que foi reestruturada para também atender casos suspeitos ou confirmados da covid-19.

Reorganizada pela Prefeitura do Recife desde abril, 20 unidades de referência da Atenção Básica à Saúde ultrapassaram a marca de 20 mil atendimentos, nesta semana, contribuindo para desafogar os Serviços de Pronto Atendimento (emergências) da rede municipal e evitando que pessoas com suspeita de covid-19 tivessem contato com pacientes que estivessem buscando vacinação, remédios, pré-natal e outros atendimentos.

Da redação do Portal com informações da Prefeitura do Recife

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