Pedido

Com ministro da Venezuela, Dilma pede o fim da dívida externa de países em desenvolvimento

A informação é da jornalista Mônica Bergamo.

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) assinou, junto com o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, um manifesto pelo cancelamento da dívida externa de países em desenvolvimento em função da crise do coronavírus.

A declaração parte de iniciativa do Instituto Tricontinental que está circulando no mundo um manifesto assinado por lideranças de países em desenvolvimento, como Índia, Grécia, Zâmbia, Argentina, Venezuela e Brasil, entre outros. A informação é da jornalista Mônica Bergamo.

“Chegou a hora de cancelar essas dívidas odiosas, que não podem – em nenhum caso – ser pagas durante a recessão gerada pela pandemia de Covid-19. Credores públicos e privados assumiram um risco com seus investimentos. Eles exploraram as necessidades dos países em desenvolvimento emprestando dinheiro com taxas de juros obscenas; está na hora de pagar o preço pelo risco que assumiram , em vez de forçar os países com poucos recursos a se desfazer de um capital precioso”, afirma o documento.

Declaração sobre cancelamento de dívida

“Pelo o que se tem conhecimento, a dívida dos países em desenvolvimento é de mais de 11 trilhões de dólares. No restante de 2020, os pagamentos do serviço da dívida serão de 3,9 trilhões. Essa dívida aumentou durante as últimas décadas, deixando a maioria dos países em desenvolvimento em uma situação financeira insustentável. Moratórias e ajustes da dívida parecem ser um elemento permanente nos países em desenvolvimento, chegando pontualmente por razões que geralmente são externas aos fundamentos de suas economias.

A austeridade tornou-se uma condição permanente que enfraqueceu os sistemas de saúde pública de muitos países e os deixou vulneráveis à atual pandemia. Continuar a pagar a dívida e ser obrigado a esses encargos significa que os países em desenvolvimento não serão capazes de enfrentar de forma eficiente e eficaz a pandemia, tampouco construirão os sistemas necessários para futuras emergências de saúde pública.

Todo dólar de serviço da dívida que serve para pagar um banco ou um rico detentor de títulos é um dólar que não pode comprar um ventilador ou dar apoio emergencial alimentar. Durante CoronaChoque, isso é moralmente indefensável e economicamente irracional. A suspensão ou adiamento da dívida não fornece uma base para o desenvolvimento necessário desses países. Apenas adia o acerto de contas.

Chegou a hora de cancelar essas dívidas odiosas, que não podem – emnenhum caso – ser pagas durante a recessão gerada pela pandemia de covid-19. Credores públicos e privados assumiram um risco com seus investimentos. Eles exploraram as necessidades dos países em desenvolvimento emprestando dinheiro com taxas de juros obscenas; está na hora de pagar o preço pelo risco que assumiram, em vez de forçar os países com poucos recursos a se desfazer de um capital precioso. Dilma Rousseff (ex-Presidente do Brasil).

M. Thomas Isaac (Ministro das Finanças, Kerala, Índia).

Yanis Varoufakis (ex-ministro das Finanças, Grécia).

Jorge Arreaza (Ministro das Relações Exteriores, Venezuela).

Fred M’membe (Presidente, Partido Socialista, Zâmbia).

Juan Grabois (Frente Patria Grande, Argentina).

Vijay Prashad (O Instituto Tricontinental de Pesquisa Social).

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