Polêmica

Itamaraty tira do ar apostilas com menções a Lula, aborto e MST

Material didático havia sido disponibilizado para estrangeiros que querem aprender português.

Uma apostila destinada aos estrangeiros que querem aprender português brasileiro foi retirada do ar pelo Itamaraty. O material didático continha frases pejorativas, bem como menções negativas ao ex-presidente Lula, ao MST e ao aborto.

Em uma das frases a qual pretendia-se ensinar a como conjugar o verbo “ficar”, o texto usou o seguinte exemplo:  “Se ela alisasse o cabelo, ela () mais bonita”. Além da frase com preconceito racial, a apostila cita o mensalão e Lula.

Se eu soubesse que o Lula seria tão corrupto e se envolveria com o mensalão, eu não teria votado nele”.

Apostila, Itamaraty tira do ar apostilas com menções a Lula, aborto e MST

Sobre o Movimento Sem Terra: em exercício da conjugação das palavras “apropriar” e “conseguir”, é apresentada a frase “Se o MST se () de nossas terras, nunca mais () reavê-las.”;

Apostila, Itamaraty tira do ar apostilas com menções a Lula, aborto e MST

Sobre o aborto, a oração trata do verbo “haver”. “Se as mulheres não abortassem, não () tantas clínicas de aborto clandestinas”;

A apostila faz parte da série de livros “só verbos”.  Procurado pelo O Globo, o Itamaraty reconheceu que o material “não se coaduna com as diretrizes estabelecidas pelos guias curriculares” e, por isso, foi “prontamente retirado da página eletrônica da Rede Brasil Cultural”. A decisão, porém, só ocorreu depois de a reportagem procurar o Ministério das Relações Exteriores. O material estava no ar desde 2013, segundo a própria nota. O órgão acrescentou que a apostila foi incluída no sistema por “terceiros”.

Na noite de ontem (14), depois de tirar a apostila do ar, o Itamaraty publicou um texto dizendo que “será desenvolvido material didático próprio e colaborativo da rede”. A previsão é que o conteúdo fique pronto no primeiro semestre de 2021.

 

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