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Dilma:”Era imprescindível retirar o Bolsonaro da gestão do país, porque não há gestão na área de saúde”

Em entrevista à Agência Efe, a ex-presidente, voltou a alegar que foi vítima de um “golpe de Estado”.

Dilma:”Era imprescindível retirar o Bolsonaro da gestão do país, porque não há gestão na área de saúde”

Ex-presidente, Dilma Roussef. Foto: Reprodução/You Tube, EFE

Publicado em 4 de julho de 2020 - 21:48

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A ex-presidente Dilma Rousseff afirmou ver uma mobilização popular insuficiente para propiciar a abertura de um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro, apesar de alguns recentes protestos no país terem encampado a pauta.

Em entrevista à Agência Efe, a ex-presidente – que perdeu o cargo por crime de responsabilidade pelas chamadas “pedaladas” fiscais e ao editar decretos suplementares sem prévia autorização do Congresso Nacional – voltou a alegar que foi vítima de um “golpe de Estado”.

Dilma também comentou em relação a Bolsonaro, ela defende que o atual mandatário deveria ser alvo de um julgamento político, mas considera que “a direita e a centro-direita” são “forças que não querem o impeachment”. “E tem um centro que está em cima do muro, vacilando.

(O impeachment) depende dos acontecimentos e de como vai se desenrolar. No Brasil, neste momento, falta um fator, sempre será importante a manifestação popular, para o bem ou mal, e não há isso num quadro de pandemia de forma sustentada”, declarou.

Dilma também afirmou que vê Bolsonaro em “uma situação de maior fragilidade” devido à investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre uma suposta rede de disseminação de notícias falsas em portais de internet e redes sociais, além de ameaças a ministros da Corte.

“A eles (direita e centro-direita) não interessa o impeachment, e não é porque estamos em uma pandemia. Justamente porque estamos em uma pandemia era imprescindível retirar o Bolsonaro da gestão do país, porque não há gestão na área de saúde”, opinou.

Dilma sobre Bolsonaro

Em outra entrevista, desta vez concedida ao jornal El País a ex-presidente Dilma Rousseff (PT),  “sonho de consumo” da cúpula do Governo Jair Bolsonaro é a imposição de um “autoritarismo mais grave que o visto na ditadura militar”. “Um quadro marcadamente fascista e miliciano”,  afirmou nesta manhã.

A conversa é parte da série multiplataforma realizada pelo jornal, que discute com protagonistas da vida política e cultural brasileira o atual cenário do país.

 

*Com informações da Agência Efe.

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