Desabafo

“Há muitos brancos com imperfeições em currículo trabalhando sem incomodar ninguém”, afirmou Decotelli

Ex-ministro da Educação revelou se sentir “destruído e massacrado” como professor depois das acusações de plágio e informações falsas no currículo.

“Há muitos brancos com imperfeições em currículo trabalhando sem incomodar ninguém”, afirmou Decotelli

Carlos Alberto Decotelli da Silva. Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Publicado em 2 de julho de 2020 - 09:24

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Recém desligado do cargo de ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli indicou o racismo como motivo de tantas criticas que recebeu a respeito do deu currículo. Em entrevista ao Uol, Decotelli disse que se sente massacrado como professor.

Decotelli pediu demissão ao presidente Jair Bolsonaro na terça-feira (30), após a repercussão de que havia informações falsas no currículo, o que fez gerar mais uma crise no governo Bolsonaro. Apesar de o presidente ter saído em defesa de Decotelli, o professor não quis continuar no cargo de ministro.

“Há muitos brancos com imperfeições em currículo trabalhando sem incomodar ninguém”, desabafou Decotelli.

O racismo foi o foco de discussões nas redes sociais entorno da demissão de Decotelli. Internautas lembraram que os ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Damares Alves (Direitos Humanos) também possuem erros em seus respectivos currículo, porém ninguém ainda questionou sobre isso.

Uma das supostas falsificações apontadas na na formação acadêmica de Decotelli, foi a acusação de plágio na dissertação de mestrado apresentada por ele na FGV (Fundação Getulio Vargas). Além do mais, essa mesma instituição alegou que o ex-ministro jamais foi professor de “qualquer das escolas da fundação”. Sobre as acusações, Decotelli disse ao Uol que a FGV atuou “por interesses obscuros, não declarados, na intenção de apoiar outro ministro a ser indicado”.

O ex-ministro revelou sentir-se “destruído e massacrado na minha integridade como professor”. Ele disse que mesmo assim, deu aula no dia anterior usando a plataforma Zoom.

“Mesmo assim, após o ocorrido, lecionei ontem à noite utilizando a plataforma Zoom, em respeito aos alunos, que não têm culpa da fraude da FGV”.

À reportagem da Uol, a FGV respondeu que Decotelli atuou “apenas nos cursos de educação continuada, como professor colaborador”. A Fundação completou que vai apurar, através de uma comissão específica, todas as denúncias de plágio contra o ex-ministro da Educação, o qual Decotelli nega ter cometido.

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