Adiamento

Pesquisa aponta que 59% dos brasileiros acham que eleição deve ser adiada

Há uma preocupação que as aglomerações causadas pelo processo eleitoral, em eventos como a votação e a campanha, facilitem a disseminação do coronavírus.

Pesquisa aponta que 59% dos brasileiros acham que eleição deve ser adiada

Adiamento das eleições/ Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

Publicado em 30 de junho de 2020 - 12:39

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A pesquisa DataPoder360 mostra que 59% dos eleitores querem que as eleições de 2020 sejam adiadas. Em maio, eram 60%. A queda foi dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.

As eleições deste ano estão marcadas para 4 de outubro (1º turno), para eleger prefeitos e vereadores, mas o Congresso Nacional e o Tribunal Superior Eleitoral discutem o adiamento por causa da pandemia.

O percentual de entrevistados que afirmou ser a favor da manutenção do pleito em outubro é 27%, quando em maio, eram 24%. O aumento de 3 pontos supera a margem de erro em 1 ponto percentual.

Já os que defendem o cancelamento das eleições e manutenção nos cargos das mesmas pessoas que os ocupam atualmente, passaram de 12% para 11%.

Para adiar as eleições é necessário que seja aprovada uma PEC (proposta de emenda à Constituição). O Senado avalizou em 23 de junho a proposta. De acordo com o texto, o 1º turno passaria de 4 outubro para 15 de novembro e 2º de 25 de outubro para 29 de novembro, mas ainda falta a aprovação da Câmara.

São necessários votos favoráveis de 308 dos 513 deputados em 2 turnos para aprovar o projeto.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defende o adiamento. Na segunda-feira (29), Maia disse que ainda está longe de acordo para aprovar a PEC.

Os deputados estão sob pressão de prefeitos que tentarão reeleição. Nada garante que esse movimento se manterá até outubro e muito menos até novembro, mês da eleição estipulada pela proposta do Senado.

O isolamento social tem sido relaxado em diversas regiões, caso seja instaurada a sensação de normalidade no eleitorado, seria mais difícil justificar o adiamento.

Dados

Nos grupos por sexo, idade, escolaridade, região e renda, o que mais defende o adiamento das eleições para novembro ou dezembro é o das mulheres. É a preferência de 64% delas.

As pessoas com renda acima de 10 salários mínimos foi o grupo com menor percentual de preferência pelo adiamento: 48%. Mesmo nesse caso, os que querem adiar são a maior parte.

A faixa de renda acima de 10 salários mínimos também foi a que mostrou maior preferência por manter as eleições em outubro (35%). O grupo que menos respondeu dessa forma foi o de eleitores do Nordeste (20%).

Também foi feito um levantamento de acordo com a avaliação do presidente Jair Bolsonaro.

Avaliam o governo como ótimo ou bom

  • manter a eleição em outubro: 36%;
  • adiar para novembro ou dezembro: 52%;
  • cancelar e manter os ocupantes dos cargos: 9%;
  • não sabem: 3%.

Avaliam o governo como regular

  • manter a eleição em outubro: 29%;
  • adiar para novembro ou dezembro: 58%;
  • cancelar e manter os ocupantes dos cargos: 10%;
  • não sabem: 3%.

Avaliam o governo como ruim ou péssimo

  • manter a eleição em outubro: 20%;
  • adiar para novembro ou dezembro: 65%;
  • cancelar e manter os ocupantes dos cargos: 14%;
  • não sabem: 2%.
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