Torrentes

Empresários são condenados por fraudar licitações e desviar verba federal de vítimas das enchentes em Pernambuco

Decisão ocorre depois da Operação Torrentes referente desvio a verba que deveria ter sido usada no auxílio às mais de 80 mil pessoas desabrigadas por causa das enchentes no estado em 2010.

Dois empresários foram condenados pela Justiça Federal por fraudarem de licitações e desviarem verbas federais oriundos do então Ministério da Integração Nacional. Os recursos deveriam ter sido usadas para auxiliar às mais de 80 mil pessoas desabrigadas por causa das enchentes no estado de Pernambuco no ano de 2010. Os empresários condenados foram Paulo Sérgio Oliveira Pinto e Alberto Jorge Arcoverde Filho, proprietários da Jato Clean Limpadora e da Desentupidora e WC Locação e Serviços, respectivamente.

Decisão ocorre em decorrência da Operação Torrentes. Paulo recebeu uma pena de três anos e seis meses de prisão pela dispensa indevida de licitação, e outra de cinco anos pelo desvio de verba pública, enquanto Alberto foi punido com quatro anos de prisão pela dispensa indevida de licitação e seis anos pelo desvio de recursos públicos.

Segundo o Ministério Público Federal em Pernambuco (MPF-PE), esta foi a primeira sentença proferida nos processos instaurados pelo órgão no âmbito da Operação.

“Em contrapartida, a WC Locação e Serviços foi subcontratada pela empresa FJW da Cunha Filho Alimentos para prestar o mesmo serviço de locação de banheiros químicos e cabines de chuveiro por preço bem inferior ao que fora estabelecido com a Camil por meio da dispensa de licitação irregular. A Jato Clean também havia participado de esquema fraudulento similar, em 2010, contribuindo para que outra empresa, do grupo do empresário Ricardo Padilha, fosse escolhida ilicitamente para celebrar com a Camil um outro contrato para locação de banheiros químicos, sendo subcontratada em troca”, afirmou o MPF em nota.

Os contratos investigados totalizam R$ 450 milhões. Segundo a PF, a fraude no valor de contratos para reestruturação de municípios da Mata Sul de Pernambuco após as enchentes de 2010 e 2017 pode chegar até a 30%. Além disso, houve também o não fornecimento dos produtos, o que pode totalizar um prejuízo de R$ 10 milhões aos cofres públicos.

*Com informações do G1 Pernambuco

Deixe seu comentário

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
Enviar Mensagem
Entre no Grupo de WhatsApp do Portal