Manifesto

Grupo bolsonarista ‘300 do Poder’ vai ao Congresso após ter acampamento desmontado

Movimento que protesta contra os demais Poderes em Brasília é alvo de investigações do Ministério Público e é liderado pela militante pró-governo Sara Winter.

O grupo bolsonarista de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro que se autodenominou “300 do Brasil” acampava em áreas da Esplanada dos Ministérios há mais de 1 mês.

Eles participam da organização de atos a favor de Bolsonaro no Distrito Federal, em geral aos domingos, e comparecem à portaria do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência.

Dessa forma, agentes de fiscalização do governo do Distrito Federal desmontaram o acampamento desses apoiadores na manhã deste sábado (13.jun.2020). Havia cerca de 30 pessoas no local representando o grupo bolsonarista.

Elas vestiam roupas nas cores verde e amarela e tinham acessórios com bandeiras do Brasil. A Polícia Militar usou gás de pimenta para retirar os manifestantes que resistiam à operação.

Sendo assim, uma das organizadoras do grupo, a ativista e YouTuber Sara Giromini –conhecida como Sara Winter– usou as redes sociais para se manifestar. Ela escreveu no Twitter: “Tudo tomado à força! A Militância bolsonarista foi destruída hoje. Presidente, Reaja!”

//twitter.com/_SaraWinter/status/1271963976839106561

Alvo da PF

Winter foi alvo de operação da Polícia Federal no âmbito do inquérito que apura fake news, no dia 27 de maio. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Naquela ocasião, Winter ameaçou o magistrado: “Você me aguarde, Alexandre de Moraes. O senhor nunca mais vai ter paz na vida do senhor. A gente vai infernizar a tua vida.”

Sara Winter disse numa entrevista à BBC News Brasil, publicada no dia 13 de maio, que o grupo “300 do Brasil” tinha armas em seu acampamento na Esplanada dos Ministérios. De acordo com ela, a finalidade dos armamentos era a defesa dos integrantes.

O MP-DF (Ministério Público do Distrito Federal) pediu no mesmo dia 13 de maio que houvesse busca e apreensão de eventuais armas de fogo irregulares no acampamento.

O MP também solicitou a proibição de realização de atos –já que provocavam aglomerações de milhares de pessoas num momento de pandemia. Os pedidos foram negados pela Justiça naquela ocasião.

*Com informações do Poder 360

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