Investigação

MP investiga empresa contratada pela Prefeitura do Recife por R$ 81 milhões com apenas um funcionário

A informação é de revista Época e detalha que o inquérito analisa 14 dispensas de licitação da prefeitura de Recife com FBS Saúde.

MP investiga empresa contratada pela Prefeitura do Recife por R$ 81 milhões com apenas um funcionário

Prefeito do Recife Geraldo Júlio. Foto: Andréa Rego Barros

Publicado em 8 de junho de 2020 - 10:25

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O Ministério Público Federal de Pernambuco investiga a contratação de R$ 81,1 milhões em equipamentos hospitalares pela Prefeitura de Recife de uma empresa que tem apenas um funcionário.

A deputada estadual Priscila Krause (DEM) apurou uma denúncia contra a empresa enviada ao MPF na semana passada pela deputada.

Estão sob investigação 14 dispensas de licitação da prefeitura de Recife com a empresa FBS Saúde Brasil, em meio à pandemia, somando R$ 81,1 milhões. Há indícios de que a empresa não possui capacidade operacional para atender a esses contratos.

A FBS não tem veículos e conta com apenas um empregado, além de seu capital social ser de apenas R$ 100 mil.

Procurada, a prefeitura de Recife afirmou que a FBS mostrou “capacidade operacional, tanto que realizou a entrega em sua totalidade dentro do prazo estipulado em contrato”.

Caso Juvanete

O Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPCO) denunciou a compra de 500 respiradores da empresa JUVANETE BARRETO FREIRE 57432449791, no Portal da Transparência do Recife, bem como três contratos já assinados, de 200 respiradores, 100 respiradores e 200 respiradores, totalizando 500 unidades.

O valor total dos três contratos já assinados com a Prefeitura é de R$ 11.550.000,00 (onze milhões quinhentos e cinqüenta mil reais), segundo o MPCO.

“A empresa é tão pequena e precária, que, na hora de cadastrar o nome, ela colocou no nome da empresa o número do seu CPF pessoa física. O nome oficial da empresa é JUVANETE BARRETO FREIRE 57432449791, assim mesmo, com este número enorme. Em 14 anos como procurador, nunca vi uma licitação com esta configuração de nome empresarial”, explica o procurador Cristiano Pimentel, que acompanha a investigação.

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