Caso Miguel

Mãe do menino Miguel reprova vaquinhas online e pede para que sejam encerradas

Mirtes Renata agradeceu a solidariedade, mas disse que só quer justiça por seu filho.

Mãe do menino Miguel reprova vaquinhas online e pede para que sejam encerradas

Mirtes Renata, mãe de Miguel . Foto: Reprodução/TV Globo

Publicado em 8 de junho de 2020 - 09:48

Por

Mirtes Renata Santana de Souza, mãe do menino Miguel Otávio Santana da Silva, de cinco anos, morto na última semana ao cair do nono andar do prédio, falou sobre a vaquinha online que foi organizada com o intuito de ajudá-la. Desconsolada, a mãe do único filho, disse que não quer receber doações, mas sim, orações e justiça por Miguel.

Em entrevista à TV Globo, Mirtes salientou que está desempregada e que, em razão disso um grupo chamado Coiotes Corredores, organizou a vaquinha para arrecadar donativos para Mirtes. Ela já havia se manifestado sobre a iniciativa que depois foi criticada, ocasionando até em ameaças de morte ao organizador do grupo.

“Não tenho mais emprego e não sei como vai ser daqui por diante. Achei que isso seria uma ajuda da minha equipe. Mas acabou se tornando uma coisa nacional. Então pedi para encerrar essa história de vaquinha virtual. Saibam que ninguém agiu de má fé, só quiseram me ajudar. Então, por favor, não façam nada de mal com ele (o administrador do grupo Coiotes Corredores), parem de mandar mensagem agredindo ele e ameaçando ele de morte”, pediu a mãe de Miguel.

Relembre o caso

Na terça-feira (2), Miguel foi deixado no elevador sozinho pela patroa da mãe, Sarí Corte Real, que estava, naquele momento, responsabilizada pelo menino, enquanto Mirtes Renata, empregada doméstica, levou a cadela da família passear. Miguel, sentindo falta da mãe, queria vê-la. Em vídeo amplamente divulgado, Sarí, apesar de ter insistido para Miguel não usar o elevador, permitiu que ele fosse em busca da mãe, sozinho.

Ao descer no nono andar do condomínio de luxo Píer Maurício de Nassau, no centro do Recife, Miguel escalou uma área perigosa no andar e caiu de uma altura de 35 metros, tendo morrido logo após ter dado entrada no hospital.

Sarí, que é esposa de Sérgio Hacker, atual prefeito de Tamandaré, respondeu por homicídio culposo – quando não intenção de matar, e foi liberada pagando uma fiança de R$ 20 mil. Protestos no Recife e mobilização nas redes sociais, pediram para que Sarí Corte Real responda pelo crime de homicídio doloso, fazendo justiça a Miguel.

 

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com