Proibição

Depois da morte de Miguel, Gleide Ângelo propõe lei que proíbe uso de elevadores por crianças desacompanhadas de adultos

Parlamentar sugere multa de R$ 500 a R$ 10.000 para o condomínio que descumprir a lei.

Depois da morte de Miguel, Gleide Ângelo propõe lei que proíbe uso de elevadores por crianças desacompanhadas de adultos

Delegada Gleide Ângelo teve como referência uma lei vigente em São Paulo. Foto: Roberto Soares/Alepe

Publicado em 6 de junho de 2020 - 09:04

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O impacto da morte do menino Miguel, de cinco anos, que caiu do nono andar de um prédio em Recife após utilizar sozinho o elevador, fez a deputada estadual e delegada Gleide Ângelo, pensar em uma lei que proíba o uso de elevadores por crianças desacompanhadas por adultos. A parlamentar teve como referência uma lei existente em São Paulo, que tem a mesma finalidade.

“Fiquei pensando sobre isso e como teria sido importante ter essa lei em Pernambuco”, disse a deputada em artigo enviado ao Blog do Jamildo.

Miguel estava sob os cuidados da patroa da mãe, empregada doméstica que tinha ido passear o cachorro da família. Ao sentir falta da mãe, Miguel insistiu para vê-la. A patroa, responsável por ele, não o acompanhou na ida pela busca da mãe do menino e o deixou pegar o elevador sozinho.

“Estou dando entrada nessa Lei hoje, para que no futuro as pessoas se sintam no mínimo legalmente obrigadas a fazerem o que é certo e que também é o óbvio: Miguel jamais deveria ter sido colocado naquele elevador sozinho (ainda mais daquela forma). Ele jamais deveria ter ido em busca de sua mãe sozinho. Não é uma questão legal, é uma questão de sensibilidade e amor à vida humana de uma criança inocente”, sustentou Gleide Ângelo.

A punição, segundo a proposta de Gleide Ângelo, é de multa de R$ 500 a R$ 10.000 para o condomínio que descumprir a lei. Valor varia de acordo com as condições do condomínio.

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